AGRICULTURA

  • 03/07/2019 (21:54:00)

  • Da Redação

  • Repórter: Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar

Projeto de Manejo Participativo

Pescadores aprovam Projeto de Manejo Participativo da Pesca do Bagre

Participaram da atividade, pescadores e pescadoras profissionais artesanais de oito municípios da área de abrangência do Fórum

O Fórum dos Pescadores do Delta do Jacuí, Lago Guaíba e Norte da Laguna dos Patos (Fórum Delta do Jacuí) realizou uma Plenária para apreciação da proposta final do Projeto Manejo Participativo da Pesca do Bagre. O evento, que contou com o apoio da Emater/RS-Ascar, aconteceu semana passada (26/06) na sede da Colônia Z5, localizada na Ilha da Pintada, em Porto Alegre. Participaram da atividade, pescadores e pescadoras profissionais artesanais de oito municípios da área de abrangência do Fórum, que são Tapes, Porto Alegre, Viamão, Guaíba, Barra do Ribeiro, Canoas, Sapucaia do Sul e Gravataí.

A Plenária foi aberta pelo coordenador do Fórum Delta do Jacuí, Paulo Denilto Ribeiro, pescador da praia do Paquetá, de Canoas. Na sequência, o presidente da Colônia Z5, Gilmar da Silva Coelho, fez esclarecimentos sobre os pagamentos do Seguro Defeso e em seguida falou da importância do Plano de Manejo, da necessidade da pesca do bagre e dos trâmites do processo no Conselho Gaúcho de Aquicultura e Pesca Sustentáveis (Congapes).

O gestor ambiental Diogo Camargo Pires apresentou a pesquisa “Análise da Governança de Recursos de Uso Comum: o Caso dos Regimes de Acesso na Pescaria Artesanal do Bagre no Rio Grande do Sul, Brasil”, na qual ficou evidenciado que a captura do bagre é de aproximadamente 80% do volume total pescado na região do Delta do Jacuí e que, se esta espécie for retirada das pescarias, a pesca artesanal torna-se inviável no território.

Na sequência, o técnico do Escritório Municipal da Emater/RS-Ascar de Porto Alegre, Luís Paulo Vieira Ramos, apresentou o Plano de Manejo Participativo para a Pesca do Bagre, que se destaca pela participação dos pescadores em todas as etapas de construção. Foram realizadas, ao todo, 29 oficinas nas comunidades de pesca Itapuã, Lami, Paquetá, Santo Amaro, São Jerônimo, Sapucaia, Varzinha, Charqueadas, Guaíba, Palmares do Sul e Tapes. Além de fornecerem subsídios para o Plano de Manejo da Pesca do Bagre, as comunidades também geraram informações para um acordo de pesca para o território do Fórum do Delta do Jacuí.

Nas oficinas foram trabalhados o ciclo biológico dos peixes, materiais de pesca usados e os principais conflitos, mediante a utilização de metodologias como a da “sinaleira”, para avaliação das práticas de captura e definição do que é bom (verde), o que é ruim (vermelho) ou neutro (amarelo). Através da utilização desta metodologia participativa, foi construído o Plano de Manejo da Pesca do Bagre, sendo definidas as malhas de rede, o tamanho do anzol, a quantidade de apetrechos, formas de disposição e critérios para participação.

Bruno Guilhermano Fernandes, do Núcleo das Comunidades Indígenas, Minorias Étnicas e Educação (Nucime) do Ministério Público Federal (MPF), ressaltou o apoio e acompanhamento do MPF ao Fórum dos Pescadores, na defesa e garantia dos seus direitos enquanto Comunidades Tradicionais.

Também acompanharam a Plenária a vice coordenadora do Fórum Delta do Jacuí, Noemi Brum Rodrigues, Wagner Fernandes Rolim, presidente da Colônia de Pescadores Z43, de Tapes, e as extensionistas rurais da Emater/RS-Ascar, Cora Luciane Mendonça da Silveira e Warna Frühauf, dos Escritórios Municipais de Guaíba e Porto Alegre, respectivamente.