AGRICULTURA

  • 08/07/2019 (16:26:12)

  • Repórter: Assessoria/Emater

  • Fotógrafo: Divulgação/Emater

Bovinocultura de Leite

Seminário de Bovinocultura de Leite do Alto Uruguai Gaúcho reúne mais 600 pessoas

Visando proporcionar conhecimento, qualificar agricultores para buscar a eficiência na área da pecuária leiteira, a Emater/RS-Ascar promoveu o 3º Seminário de Bovinocultura de Leite do Alto Uruguai Gaúcho. O evento, realizado no Pólo de Cultura, em Erechim, nesta quinta-feira (04/07), com palestras técnicas e cases de agricultoras, reuniu mais de 600 pessoas entre produtores, técnicos da Emater/RS-Ascar, autoridades, empresários e estudantes. A atividade contou com apoio da Associação dos Municípios do Alto Uruguai (Amau), e Associação Comercial, Cultural e Industrial de Erechim (Accie) e Prefeitura de Erechim.

O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, apresentou um panorama do mercado. “A cadeia produtiva precisa avançar”, avaliou. Palharini também destacou as exigências das Instruções Normativas 76 e 77 do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa). “Para ser mais competitivo, o produtor deve ficar atento às questões voltadas para sanidade e qualidade do leite”. Ele também chamou atenção para o Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose.

O zootecnista Márcio Gato, da empresa DeLaval, apresentou os avanços tecnológicos, as vantagens de produção e econômica do sistema de ordenha robotizada, principalmente nas propriedades da agricultura familiar. “A tecnologia é um caminho sem volta para os produtores eficientes”, comentou. Por meio de diversos exemplos, demonstrou que a propriedade familiar pode ser eficiente.

O assistente técnico regional da Emater/RS-Ascar em Sistemas de Produção Animal, e doutor em Agroecossistemas, Vilmar Fruscalso, destacou os fatores que influenciam as percepções e o sucesso na atividade, como assistência técnica e autorresponsabilidade. Também apontou outros fatores como motivação e estratégias no manejo do rebanho leiteiro. Dentre os diversos fatores para que o produtor seja competitivo e para a permanência na atividade, citou ainda a profissionalização, ambição econômica, comprometimento familiar, sucessão familiar e vivências. “O produtor que não se qualificar não conseguirá viabilizar economicamente sua granja leiteira”, ponderou.

Encerrando as atividades pela parte da manhã, aconteceu a abertura oficial do evento com a presença de autoridades, lideranças da região e empresários. O gerente do Escritório Regional da Emater/RS-Ascar de Erechim, Gilberto Tonello, agradeceu aos produtores, lideranças, apoiadores e patrocinadores do Seminário. 

À tarde, Wagner Beskow, da empresa Transpondo, palestrou sobre os altos rendimentos de leite em sistemas pastoris e o zootecnista Frederico dos Santos Trindade, da empresa Tortuga, abordou o tema A Sucessão e a Atividade Leiteira Evoluindo em Família. Beskow contextualizou o sistema intensivo a pasto com suplementação e defendeu a interação entre as tecnologias. “Para obter resultados desejáveis é preciso genética, adubação e manejo eficiente”, completou.

Case de sucesso e sucessão
Durante o evento, foram apresentados dois cases de sucessão familiar e sucesso na atividade como o da jovem Franciele Gusatto, 26 anos, médica veterinária e agricultora de Francisco Beltrão, no Paraná, relatou a experiência da família. Ela lembrou quando seus pais, Antoninho Domingos Gusatto e Neusa Maria Gusatto, moravam em Aratiba, no Rio Grande do Sul, e foram embora para o Paraná. A família iniciou na atividade leiteira com duas vacas, em 1989, e hoje, conta com rebanho de 105 vacas em lactação, em uma área de 52 hectares (37 agriculturáveis), com produção de 120 mil litros de leite por mês.

Cetre
Em um dos estandes, a Emater/RS-Ascar também expôs os cursos oferecidos no Centro de Treinamento de Agricultores de Erechim (Cetre), dentre eles o de Gestão de Bovinocultura de Leite.