ESPORTES

  • 18/07/2019 (18:17:54)

  • Correio do Povo

  • Fotógrafo: Redes Sociais Inter e Grêmio

GRE-NAL

Um Gre-Nal para chamar atenção contra o preconceito racial

A campanha não é inédita, mas visa combater o preconceito nos estádios de futebol.

O Observatório da Discriminação Racial no Futebol (ODRF) lançou junto com o Grêmio e com o Inter uma campanha que visa mandar um recado para a sociedade gaúcha e brasileira contra o racismo no futebol no clássico de sábado, válido pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro 2019.

Marcado para o Beira-Rio, o jogo será chamado de "Gre-Nal contra o Preconceito" (#GRENALcontraoRacismo #ChegadePreconceito) e teve os primeiros movimentos na manhã desta quinta-feira com a publicação de posts nas redes sociais das três instituições. 

Na imagem da postagem, eles lembram os casos que ocorreram no Brasil e no Rio Grande do Sul entre 2014 e 2018. No primeiro ano, 20 agressões foram registradas nos gramados brasileiros e cinco no Estado. Em 2015, 35 em todo o país e nove em território gaúcho. No ano seguinte, 25 casos e 2 em terras gaúchas. No ano passado, os números bateram recordes, com 43 no Brasil e 10 no Rio Grande do Sul.

A campanha não é inédita, mas visa combater o preconceito nos estádios de futebol. A primeira vez ocorreu no jogo entre Bahia e Grêmio, pelo Brasileirão, no dia 1º de junho, no estádio Pituaçu, em Salvador. Na oportunidade, os dois times jogaram com um patch do ODRF nas camisetas de jogo. Renato Portaluppi e Roger Machado também usaram camisas com o símbolo de luta contra o racismo. Após o jogo, elas foram doadas e o dinheiro revertido na luta contra a discriminação.

A estratégia será bem parecida com a primeira ação envolvendo o Grêmio e o Bahia. Além dos uniformes com o patch, os capitães das duas equipes utilizarão uma braçadeira com a hashtag #ChegadePreconceito e os mascotes usarão a camiseta do Observatório. As camisetas serão leiloadas e o valor arrecadado será utilizado na impressão da "Cartilha contra a Discriminação", desenvolvida em parceria com o Museu da UFRGS. A publicação será usada em trabalhos de combate ao preconceito em escolas públicas e projetos sociais visando o público infantil.