ECONOMIA

  • 20/07/2019 (06:32:11)

Ameaças de greve dos caminhoneiros

Ministro recebe caminhoneiros na semana que vem para falar sobre frete

Resolução da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) gerou reação imediata dos líderes do setor, que voltaram a falar em paralisações

Diante da insatisfação de caminhoneiros com a resolução publicada ontem sobre a política de pisos mínimos do frete rodoviário, o Ministério da Infraestrutura vai se reunir com a categoria, na semana que vem, para tentar encontrar um consenso que evite uma greve do transporte rodoviário.

A resolução, da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), gerou reação imediata dos líderes do setor, que voltaram a falar em paralisações. A data exata para esse encontro com os caminhoneiros depende ainda da agenda do ministro de Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, publicou hoje o jornal O Estado de S.Paulo.

Um dos líderes dos caminhoneiros autônomos, Wallace Costa Landim, conhecido como Chorão, publicou ainda na noite de ontem um vídeo relatando uma conversa com o ministro, que, segundo ele, prometeu adequações à resolução da ANTT.

O ministério confirmou a conversa entre os dois, mas não adiantou qualquer informação sobre mudanças na resolução. Segundo a assessoria da pasta, “o ministério continua aberto para dialogar com a categoria”.

Nesta sexta, mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro disse não acreditar em uma paralisação dos caminhoneiros neste momento.

Com as alterações publicadas ontem, a resolução sobre o tema prevê que o cálculo do frete mínimo passe a considerar 11 categorias na metodologia de definição dos coeficientes de piso mínimo. A resolução também amplia os itens levados em consideração para o cálculo.

A ANTT informou ainda que vai aprofundar, até janeiro de 2020, os estudos para tratamento de cargas especiais – vidros, animais vivos, guincho para reboque de veículos, produtos aquecidos, logística reversa de resíduos sólidos, granéis em silo, entre outros -; tratamento específico de cargas fracionadas e para transporte dedicado voltando vazio. A agência vai analisar ainda o destaque do diesel na fórmula do piso mínimo.