GENTE

  • 31/07/2019 (11:23:22)

  • Da Redação

  • Fotógrafo: Arquivo da família

OUTRA REALIDADE

Erechinense tem final feliz ao conseguir na Itália transplante de rim

Na manhã desta quarta-feira, recebemos essa história contada por uma erechinense chamada Werenice Petrich. Mais do querer compartilhar um drama vivido em família, e que agora, felizmente tem um final feliz, Werenice tinha o desejo de tocar em dois assuntos que são frágeis quando falamos da nossa realidade, quando falamos de Brasil.

Vamos começar pela história!

A filha de Werenice, que se chama Letícia Petrich, tem 35 anos é erechinense, mas mora há 4 anos em Cremona, na Itália. Foi morar lá acompanhando seu marido que é de origem Italiana. O casal tem uma filha de 15 anos. Quando foi para a Itália, Letícia já estava doente e um dos motivos para ter ido embora e ficar longe da família, foi tentar um tratamento que o curasse.

Letícia fez hemodiálise por 9 meses e entrou na fila do transplante. Foram 6 meses de espera até que eles recebesses uma ligação anunciando a tão sonhada doação do rim que precisava.

Hoje, faz 45 dias que Letícia recebeu o novo rim. Seu tratamento é realizado no Hospital Civil de Brescia (Spedali Civile di Brescia), onde tem controle médico gratuito 2 vezes na semana e medicação gratuita sempre disponível. Sua médica, Paola Pecchini, é especialista em transplante e tá sempre presente.


O procedimento deu certo e Letícia está muito bem. Ela diz: "Deus me fez renascer e considero que Ele tenha me dado uma segunda chance. Levarei o nome dele por onde eu for, contando o que Ele fez na minha vida! Quero aproveitar e falar sobre a doação de órgãos, conscientizar as pessoas de que podem salvar muitas vidas com a doação!"

A mãe falou sobre a dor e a dificuldade dos familiares em não poder acompanhar de perto a doença da filha, e relata:

– “Ficamos triste em saber da situação do Brasil em relação a saúde, a demora para transplante e a falta de medicamentos gratuitos.”



São poucas as pessoas que tem a oportunidade de fazer seu tratamento em outras situações, com mais recursos, melhores oportunidades enfim. Mas o que fica desta história com final feliz, é a possibilidade de pensarmos sobre um ponto fundamental para que esse resultado acontecesse, a doação de órgãos. Você já pensou sobre isso?