EDUCAÇÃO

  • 16/08/2019 (09:21:07)

  • Assessoria UFFS

  • Fotógrafo: Divulgação

UFFS vai promover debate sobre o programa Future-se

Plenária no Campus Erechim está marcada para a próxima quinta-feira (22); evento é aberto para toda a comunidade universitária


A Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) – Campus Erechim promove, no dia 22 de agosto, uma plenária sobre o programa Future-se, do Ministério da Educação (MEC). O objetivo da discussão é informar a comunidade universitária sobre os detalhes da proposta do MEC e debater seus impactos para as universidades públicas, especialmente a UFFS. Professor na Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Leandro Raizer participará da discussão como convidado.

De acordo com o diretor da UFFS – Campus Erechim, Luís Fernando Santos Corrêa da Silva, “os efeitos do Future-se são controversos e a proposta tem sido criticada por dirigentes e entidades. É fundamental que a comunidade acadêmica e regional esteja esclarecida sobre o conteúdo do programa para que, após informada, tenha condições de se posicionar sobre a adesão da UFFS”.

O evento é aberto para toda a comunidade acadêmica e regional e ocorre no Auditório do Bloco A, às 19h30.

Conselho Estratégico Social se posiciona

O programa Future-se aparece no momento em que as Universidades e Institutos Federais sofrem com os contingenciamentos orçamentários feitos recentemente. Na quarta-feira (13), o Conselho Estratégico Social (CES) da UFFS publicou um documento em que se posiciona sobre os bloqueios orçamentários, sobre a elaboração do orçamento 2020 e também sobre o Future-se. Em relação ao programa do MEC, o conselho se posicionou contra sua implementação.

O documento do CES reivindica ao Governo Federal:

1) a reversão completa do bloqueio de recursos praticado sobre os orçamentos das Universidades Federais e dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia que, em média, retira 30% do montante consignado na Lei Orçamentária Anual (LOA);

2) o respeito ao princípio constitucional da autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial das Universidades, que é invólucro também de outros direitos constitucionais, como a liberdade de pensamento, de expressão e de organização;

3) a revogação imediata e integral da Emenda Constitucional nº 95, de 15 de dezembro de 2016, que atenta, acima de tudo, contra a educação e a seguridade social do País;

4) a destinação, no orçamento de 2020, de recursos suficientes para pleno funcionamento das Universidades Federais e dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia;

5) a não implementação do programa “Future-se” do MEC, no formato apresentado, por ser uma ingerência na autonomia das universidades e dos institutos, por ser uma forma disfarçada de privatização das instituições federais, por tergiversar os reais problemas do financiamento público da educação e por não ter sido construído em parceria com as instituições destinatárias.

O documento completo pode ser acessado aqui: https://www.uffs.edu.br/atos-normativos/manifestacao/ces/2019-0004?fbclid=IwAR04lhqdrlwf24SbH8-7uiQ8Levi3pchls2LWOZN96VYRwLtgn5FlQ8eH8I.

Diretores de campi pedem a nomeação de Anderson Ribeiro

Nesta semana, outra questão também pautada por dirigentes da UFFS foi a nomeação do novo reitor da Instituição. Os seis diretores de campi, que tomaram posse nas últimas semanas, divulgaram um manifesto defendendo a nomeação do professor Anderson André Genro Alves Ribeiro para o cargo. Conforme o documento, os diretores argumentam que a nomeação de Ribeiro “representa o respeito à autonomia universitária e o reconhecimento do valor de uma decisão produzida democraticamente, tanto pela Consulta Prévia e Informal à Comunidade Universitária quanto no processo de composição da lista tríplice ocorrido no Conselho Universitário (Consuni)”.

A íntegra do manifesto está publicada aqui: https://www.uffs.edu.br/institucional/reitoria/diretoria_de_comunicacao/noticias/manifestacao-publica-dos-diretores-de-campus-da-uffs.