AGRICULTURA

  • 27/08/2019 (11:17:02)

  • Assessoria RS

  • Fotógrafo: Rodger Timm / Palácio Piratini

BOAS EXPECTATIVAS

Previsão de novo recorde na produção de soja no RS

Arroz, milho e feijão também deverão ter aumento na safra 2019/2020 .


A produção dos quatro principais grãos de verão no Rio Grande do Sul - soja, arroz, milho e feijão - deverá ter aumento na safra 2019/2020 de 5,76% em relação ao ciclo anterior. Isso equivale a 1,8 milhão de toneladas, totalizando uma estimativa de 33,2 milhões de toneladas. O destaque é a previsão de novo recorde na produção de soja. Com aumento de 6,81% em relação ao ano anterior, o RS deverá colher 1,2 milhão de toneladas a mais do grão, chegando a 19,7 milhões.

Primeira estimativa de área, produção e produtividade das principais culturas de verão, o levantamento foi divulgado na manhã desta terça-feira (27/8) pela Emater/RS-Ascar durante o tradicional Café da Manhã com a Imprensa da Expointer, no Parque Assis Brasil, em Esteio. O evento contou com a presença do presidente da instituição, Geraldo Sandri, do secretário de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Covatti Filho, e de outros representantes da instituição e da imprensa.

“As expectativas são excelentes e teremos uma das melhores safras da história do nosso Estado se o clima colaborar. O otimismo do agro está estampado nessa 42ª Expointer, que também trará resultados importantes para a economia gaúcha “, comemorou Covatti.

Além do recorde na produção, a área e a produtividade da soja também devem aumentar no Estado em 1,93% e 4,31%, respectivamente, o que significa um acréscimo de 112 mil hectares e 137 kg/ha, chegando a 5,9 milhões de hectares de soja e 3,3 mil kg/ha. 

“As nossas fronteiras agrícolas seguem aumentando, mas quando chegarmos no limite, poderemos contar com investimento em tecnologia por parte dos agricultores, o que vai manter o aumento da produtividade e nos manter na topo do ranking nacional e internacional”, acrescentou o secretário.

A cultura do arroz deverá ter uma redução na área de 2%, mas, com um aumento de produtividade de 5,3%, o resultado da colheita deverá ser 4,7% maior - totalizando 7,5 milhões de toneladas. Nas lavouras de feijão, o cenário é semelhante, com redução de área de 1,7%, mas o aumento na produtividade de 5,3% levará ao aumento de 8,3% no total de grãos colhidos, alcançando 62,7 mil toneladas.

Já na cultura do milho, a expectativa é de aumento em todos os quesitos: 1% a mais de área plantada, 2,6% na produtividade por hectare e 3,6% na produção, somando 5,9 milhões de grãos na safra 2019/2020.

”A soja é o grande puxador do agro gaúcho, responsável pela maior parte dos resultados positivos na economia, mas a Emater trabalha muito com o pequeno agricultor para que ele qualifique e amplie a sua produção de modo sustentável. Temos um trabalho muito forte com agroindústrias também e o Pavilhão da Agricultura Familiar, com mais de 300 agroindústrias qualificadas e certificadas pela Emater, é a prova de que o trabalho está trazendo resultados”, destacou Sandri.

Coleta de dados

Coletados entre 22 de julho e 7 de agosto deste ano, os dados foram levantados junto às seguintes unidades operativas da Emater/RS-Ascar: 119 escritórios locais para a cultura do arroz, 245 para feijão primeira safra, 449 escritórios locais para milho grão, 388 para soja e 416 para milho silagem, além de 12 escritórios regionais e do Escritório Central.

A Emater/RS-Ascar, através da Gerência de Planejamento/Núcleo de Informações e Análises (GPL/NIA), realizou levantamento sobre as percepções/intenções dos produtores e dos demais atores da cadeia produtiva (cooperativas, comércio de insumos, bancos, por exemplo) em relação à safra de grãos 2019-2020.

O levantamento contemplou uma amostra que cobriu 98,45% da área a ser cultivada com arroz, 80,31% com feijão primeira safra, 95,52% com milho grão, 98,02% para área com soja e 94,01% para milho destinado à silagem.

A Emater/RS-Ascar poderá fazer uma primeira retificação destes números em dezembro de 2019 ou a qualquer momento, desde que ocorrências agrometeorológicas interfiram de maneira significativa nas produtividades esperadas preliminarmente.