SEGURANÇA

  • 28/08/2019 (22:01:59)

  • Rádio Uirapuru

  • Fotógrafo: Rádio Uirapuru

OPERAÇÃO BAD HUNTERS

Apenas um, dos oito detidos na operação da Polícia Civil contra caçadores segue preso

Foram apreendidos também mais de 50 armas de caça e 100 kg de carne


Dos oito detidos na  desencadeada pela Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Proteção e Defesa do Meio Ambiente (DEMA), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), na manhã desta sexta-feira, 27, apenas um permanece preso.

Houveram sete prisões na cidade de Erechim e uma em Lagoa Vermelha. ” Sete dos presos tiveram a liberdade provisória concedida e irão responder em liberdade, o outro permanece preso em Lagoa Vermelha” disse a Delegada de Polícia Marina Goltz, responsável pela operação.

Mais de 100 kg de carnes de animais e cerca de 50 armas de caça foram apreendidas durante operação na manhã desta terça-feira (27), no Norte do Rio Grande do Sul. Policiais cumpriram 35 mandados de busca e apreensão em Erechim e Lagoa Vermelha, com objetivo de combater crimes de caça ilegal.

De acordo com a polícia, o grupo usava licenças de manejo de javalis para caçar outros animais silvestres.

Conforme o diretor do Departamento de Investigações Criminais, delegado Sander Cajal, os integrantes da organização criminosa se reúnem para caçadas em diversas regiões do estado e caçam veados campeiros, tatus, capivaras, pacas, ratões do banhado, perdizes e perdigões.

Durante a operação foram aprendidos cerca de 50 armas de caça, munições, máquinas de recarga e suprimentos para recarga de munições, silenciadores e supressores, lunetas, telefones celulares, licenças de controlador de javalis no Ibama e mais de 100 kg de carne de animais abatidos e armadilhas.

Os investigados poderão responder pelos crimes previstos nos artigos 29 da Lei 9.605/98 (matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida), com penas de seis meses a um ano e multa, e também no artigo 2º da Lei 12.850/2013 (promover, constituir, financiar ou integrar, pessoalmente ou por interposta pessoa, organização criminosa), com pena de três a oito anos e multa.

Um efetivo de aproximadamente 200 policias foi empregado na operação e segundo a Delegada Marina Goltz os nomes dos presos não podem ser divulgados para proteger o sigilo das investigações.