POLÍTICA

  • 31/08/2019 (09:50:12)

  • Repórter: Agência Brasil

A SOBERANIA DA AMAZÔNIA BRASILEIRA

Trump recebe Ernesto Araújo e Eduardo Bolsonaro na Casa Branca

Chanceler e deputado reforçaram críticas ao presidente francês dizendo terem apoio dos Estados Unidos á soberania brasileira na Amazônia

O chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, reuniu-se hoje com o presidente norte-americano, Donald Trump, na Casa Branca, em Washington. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, também participou do encontro.

“Foi um excelente encontro. Um encontro muito raro, deve ser uma das primeiras vezes que o presidente americano recebe pessoas que não são chefe de Estado. Isso foi uma deferência especial que mostra o caráter da relação Brasil-Estados Unidos”, avaliou o ministro das Relações Exteriores brasileiro.

O encontro na capital dos Estados Unidos ocorreu menos de uma semana depois da repercussão dos incêndios na Amazônia Legal durante reunião do G7 – grupo formado pelas nações mais industrializadas do mundo, que envolve Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido – em Biarritz, na França.

De acordo com Araújo, a visita à Casa Branca serviu para “agradecer a atuação no presidente Trump no G7 de contestar (…) ideias de que é preciso algum tipo de internacionalização da Amazônia”.

“Isso é importante neste momento que alguns países, talvez, um país está com ideias esquisitas sobre a nossa soberania na Amazônia. Não um país, mas um determinado líder”.

Livre comércio
Antes do início da reunião do G7, o presidente francês, Emmanuel Macron, cogitou não ratificar o recente acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia em função das queimadas na Floresta Amazônica e chegou a falar em “internacionalização da Amazônia”.

Nos últimos dias, o governo federal mobilizou o Exército para combater o fogo na região e liberou R$ 38 milhões para ações de controle. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, declarou que a ajuda prometida pelo G7 aos países afetados pelos incêndios na região amazônica é “bem-vinda” e o presidente Jair Bolsonaro assinou decreto proibindo queimadas na região por 60 dias.
A inciativa do governo brasileiro na Amazônia após a reunião do G7 já obteve resultado. A Operação Verde Brasil, que reuniu várias agências públicas em torno do combate aos incêndios na Amazônia Legal, registrou diminuição nos focos de queimada.