SEGURANÇA

  • 10/09/2019 (13:38:14)

  • Correio do Povo

  • Fotógrafo: Polícia Civil / CP

EM GRAVATAÍ

Polícia prende suspeito de planejar atentado contra escola da Região Metropolitana de Porto Alegre.

A direção da escola já havia encaminhado denúncia em junho passado após as ameaças do suspeito circularem em mensagens de aplicativo

A revelação foi feita pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) na manhã desta terça-feira. O autor do plano, de 32 anos, é estudante do estabelecimento de ensino localizado em Gravataí. Ele foi preso durante uma operação da Delegacia de Repressão aos Crimes Informáticos deflagrada na última segunda-feira na residência dele em Cachoeirinha. 

Houve o recolhimento de um revólver calibre 22, cartuchos de calibres 22 e 32, uma granada de lacrimogêneo vazia, um par de algemas, seringas, ampolas e medicamentos. Devido à legislação, o suspeito pode pagar fiança e responderá em liberdade por apologia ao crime, por posse ilegal de munição de uso permitido e talvez também da arma caso a equipe do Instituto-Geral de Polícia confirme a capacidade de tiro do revólver que estava sem o gatilho. O suspeito não quis falar em depoimento.

Respondendo interinamente pela Delegacia de Repressão aos Crimes Informáticos, o delegado João Paulo de Abreu explicou que a direção da escola havia encaminhado denúncia em junho passado após as ameaças do suspeito circularem em maio no grupo no aplicativo WhatsApp compartilhado por diretores, professores e alunos. Nas postagens, já anexadas ao inquérito policial, o investigado acrescentou imagens de armas e vídeo de um massacre ocorrido recentemente nos Estados Unidos. “Ele manifestou intenção de atirar nas pessoas da escola”, observou, citando  “questões fúteis” do cotidiano escolar como justificativa para as ameaças.

João Paulo de Abreu afirmou que a ação da Polícia Civil teve sobretudo um caráter preventivo ao impedir uma potencial ação criminosa. “Se ele tinha vontade praticar o fato, acho que conseguimos demover a vontade. A ação policial foi contundente”, avaliou. “É difícil afirmar que, com o material encontrado, praticaria realmente um atentado, mas talvez com outros recursos...”, constatou. Na avaliação do policial civil, o estabelecimento de ensino agiu corretamente em encaminhar a denúncia. “Fatos como este não podem passar desapercebidos para que não ocorram fatos graves, como em Charqueadas”, alertou. “As investigações vão prosseguir”, assegurou.