POLÍTICA

  • 11/09/2019 (21:11:31)

  • Rádio Guaíba

  • Fotógrafo: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

CPMF

Bancada gaúcha na Câmara Federal, se posicionou, majoritariamente, contra a proposta

Pelo menos cinco se mostraram indecisos e três preferiram não se posicionar agora sobre o tema


Em meio à intenção, anunciada pelo governo e desmentida hoje pelo presidente Jair Bolsonaro, de criar, em meio à reforma tributária, um imposto nos moldes da extinta CPMF, a bancada gaúcha na Câmara Federal, composta de 31 deputados, se posicionou, majoritariamente, contra a proposta, em estudo no Ministério da Economia. Após as reportagens da Rádio Guaíba e do Correio do Povo consultarem um a um os parlamentares, nenhum deu amparo à iniciativa. Dos 31 deputados, 23 garantiram votar contra o texto, cinco se mostraram indecisos e três deixaram em aberto. A negativa massiva conta, inclusive, com deputados do PSL, do presidente da República.

Embora a maioria tenha se posicionado de forma categórica e sucinta contra o retorno da taxação de operações financeiras, alguns representantes da bancada gaúcha manifestaram argumentos diferentes. Enquanto Nereu Crispim (PSL) apresentou condicionantes para aprovar a matéria, o líder da bancada do PT na Câmara, Paulo Pimenta, pretende ouvir os colegas de partido antes de materializar a posição da legenda. Já Pedro Westphalen (PP) não quis definir uma posição. “Não há indecisão nenhuma, a gente não sabe do que se trata o projeto, mas eu sou contra qualquer novo imposto”, declarou, alertando que é preciso saber, também, que setores devem ser desonerados, em contrapartida.

A controvérsia em torno da CPMF é tamanha no núcleo duro do governo que o secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, deixou cargo, nesta quarta. A saída dele foi confirmada pelo Ministério da Economia após a divulgação da chamada “nova CPMF” pela Receita. Pelo Twitter, Bolsonaro confirmou que não há decisão sobre recriar o imposto e que essa foi a razão da saída de Cintra.

Ainda na terça-feira, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sinalizou que a intenção do governo deve enfrentar dificuldades no Congresso. Dentro desse contexto, o líder da bancada gaúcha, deputado Giovani Cherini (PL), lançou dúvidas de que texto venha a ser enviado para análise na Câmara Federal.

Nesta semana, o secretário adjunto da Receita, Marcelo Silva, confirmou que o governo vai enviar ao Congresso uma proposta de criação da CP (Contribuição sobre Pagamentos) para reduzir gradualmente os impostos pagos pelas empresas sobre a folha de salário. A alíquota do novo tributo, segundo ele, deve ser de 0,2% no débito e crédito financeiro e de 0,4% no saque e depósito em dinheiro.

Confira a posição de cada deputado

Afonso Hamm (PP) – contra o projeto 

Afonso Motta (PDT) – contra o projeto 

Alceu Moreira (MDB) – contra o projeto 

Bibo Nunes (PSL) – contra o projeto 

Bohn Gass (PT) – contra o projeto 

Carlos Gomes (Republicanos) – contra o projeto 

Daniel Trzeciak (PSDB) – contra o projeto 

Danrlei (PSD) – contra o projeto 

Darcísio Perondi (MDB) – indeciso 

Fernanda Melchionna (Psol) – contra o projeto 

Giovani Cherini (PL) – contra o projeto 

Giovani Feltes (MDB) – contra o projeto 

Heitor Schuch (PSB) – indeciso 

Henrique Fontana (PT) – contra o projeto 

Jerônimo Goergen (PP) – contra o projeto 

Liziane Bayer (PSB) – indecisa 

Lucas Redecker (PSDB) – contra o projeto 

Marcel van Hattem (Novo) – contra o projeto 

Marcelo Brum (PSL) – indeciso 

Marcelo Moraes (PTB) – indeciso 

Márcio Biolchi (MDB) – contra o projeto 

Marcon (PT) – contra o projeto 

Maria do Rosário (PT) – contra o projeto

Marlon Santos (PDT) – contra o projeto 

Maurício Dziedricki (PTB) – contra o projeto 

Nereu Crispim (PSL) – preferiu não emitir posição, impondo condicionantes 

Paulo Pimenta (PT) – preferiu não emitir posição, vai ouvir a bancada 

Pedro Westphalen (PP) – preferiu não emitir posição 

Pompeo de Mattos (PDT) – contra o projeto 

Sanderson (PSL) – contra o projeto 

Santini (PTB) – contra o projeto