ECONOMIA

  • 01/10/2019 (16:40:09)

  • Repórter: Assessoria/Sindilojas

  • Fotógrafo: Divulgação

Presidente da Fecomércio-RS em Erechim visita Sindilojas Alto Uruguai

Bohn defende um tratamento diferenciado para pequenas e médias empresas.

O presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn esteve em Erechim na manhã desta terça-feira(1). Ele esteve acompanhado pelo assessor parlamentar da Federação, Lucas Schifino, e assessores, e foi recebido pelo presidente José Gelso Miola. O Chefe de Gabinete do Prefeito Luiz Francisco Schmidt, Roberto Fabiani, que também integra a direção do Sindicato, participou do encontro.

 Além do descerramento da foto de Francisco José Franceschi, na Galeria de Presidentes do Sindilojas AUG, Luiz Carlos Bohn, abordou a atuação política e institucional da entidade nas grandes reformas do país. A reforma da previdência, MP da Liberdade Econômica, Reforma Tributária e ICMS (Substituição Tributária e Diferencial de Alíquotas) foram os temas trazidos por Bohn aos empresários de Erechim.

 Passada a Reforma da Previdência, agora o foco se volta para uma nova discussão: a Reforma Tributária, diz o presidente da Fecomercio/RS. “Que o Brasil conta com um sistema tributário caro, complexo, ineficiente e injusto não é novidade. Portanto, reformulá-lo é uma necessidade se quisermos nos tornar uma sociedade mais produtiva também. Mas qual reforma seria a ideal? Hoje no Congresso Nacional há várias propostas em tramitação e, além dessas, o governo também promete uma proposição e, na sociedade civil, um grupo de empresários também tem a sua”, explicou.

Porém, disse Bohn, seja qual for a reforma que avançar, ela precisa promover a simplificação, a neutralidade e a não-cumulatividade. Segundo ele, muitas dessas propostas em tramitação, mirando a simplificação, propõem a imposição de um imposto sobre movimentações/transações financeiras, um nome novo para uma antiga conhecida, a CPMF.

Os que a defendem apontam para a facilidade de recolhimento e fiscalização, a impossibilidade de sonegação e, obviamente, o alto poder arrecadatório. Entretanto, a lista de países que adotou esse tipo de tributo é curta e composta de representantes que não são referências em produtividade e crescimento econômico. Em praticamente a metade dos casos, esse imposto tem caráter temporário e há uma lista crescente dos países que abandonaram a iniciativa. “Tributar movimentações financeiras é muito pior do que pode parecer. Há a cumulatividade, que tende aumentar significativamente a alíquota recolhida em cadeias produtivas longas, e a impossibilidade de desonerar exportações e investimentos”, afirmou presidente da Fecomércio-RS.

REPRESENTAÇÃO A QUEM EMPREENDE

Bohn defende um tratamento diferenciado para pequenas e médias empresas. Ele também foi categórico na necessidade de uma Reforma Administrativa, afirmando que “somos defensores da estabilidade somente para carreiras de Estado, como juízes, defensores, promotores e fiscais. Ao defender sua opinião disse que é a favor da estabilidade destes cargos para dar segurança à função e para dar segurança à sociedade.

Sobre a Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn, salientou que a Federação tem uma função de representação de quem empreende. Destacou a importância do Sesc e Senac, cuja gerente e diretor estavam presentes no encontro, Sandra Mariga Bordin e Leandro Bianchi, que são custeados em parte pelos empresários. “Temos convicção de que fazem um bom trabalho para a sociedade, mas sabemos que sempre podem melhorar”, sentenciou.