AGRICULTURA

  • 10/10/2019 (18:00:36)

  • Repórter: Terezinha Vilk/Emater/RS-Ascar

  • Fotógrafo: Terezinha Vilk/Emater/RS-Ascar

Em CARLOS GOMES

Atividade leiteira é tratada em Seminário Microrregional 

O Seminário Microrregional do Leite, sediado em Carlos Gomes na quarta-feira (09/10), na comunidade Belo Horizonte, reuniu produtores ligados à atividade dos municípios de Carlos Gomes, Viadutos, Centenário, Áurea, Marcelino Ramos e extensionistas dos escritórios municipais da Emater/RS-Ascar destes municípios. O evento visou qualificar a atividade e levar orientações técnicas para os produtores, com indicativos de rentabilidade econômica da propriedade e da importância de que os conhecimentos de gestão e qualificação sejam aplicados na propriedade. 

O extensionista rural social da Emater/RS-Ascar, engenheiro agrônomo e doutor em Agroecossistemas, Vilmar Fruscalso, palestrou sobre criação da bezerra leiteira. Fruscalso repassou orientações fundamentais no manejo e criação da bezerra, desde a fase do nascimento, com acompanhamento do parto e procedimentos pós-parto. Ele chamou atenção para a eficiência do uso do colostro na alimentação da bezerra nas primeiras 24 horas de vida do animal. “O colostro, como fonte de nutrientes, é o principal alimento na imunização e defesa de doenças”, reafirmou. Outros requisitos fundamentais, que vão influenciar na produção leiteira, segundo ele, são água limpa e de qualidade, sanidade e instalações adequadas.


O médico veterinário Francisco Van Riel, da Tortuga, palestrou sobre sistemas confinados de produção de leite. Segundo ele, o principal objetivo deste sistema é proporcionar o bem-estar do animal. Riel defendeu este modelo, destacando entre as vantagens maior produtividade por unidade por hectare, enquanto no sistema à base de pasto, a lucratividade está no preço do litro do leite. Mas observou que a decisão é do produtor. “Os dois modelos são viáveis e precisam de gestão”, afirmou. Outras vantagens no sistema de confinamento resultam no uso mais eficiente de mão de obra e no menor impacto dos fatores ambientais. A primeira medida que o produtor deve adotar é o planejamento de alimento, que dever ser suficiente para um período de 12 meses, além da sanidade dos animais, aconselhou.


Após as palestras, houve a abertura do evento com a presença do prefeito de Carlos Gomes, Egídio Moreto, do gerente regional adjunto da Emater/RS-Ascar de Erechim, Marcos Gobbo, e dos representantes do Sicredi, Leandro Rotava, e da Cresol, Sanin José Ziber, entre outros. Gobbo agradeceu aos produtores e às parcerias. “A atividade leiteira tem que se adaptar a novas tecnologias e gestão. A Emater, juntamente com as parcerias, através de eventos como este, leva aos produtores conhecimentos, novas tecnologias, e sucessão familiar”.
O prefeito agradeceu a todos os participantes e à família que disponibilizou sua propriedade para sediar o evento, e destacou o programa municipal para incentivar e fomentar a atividade leiteira, elogiando a importância do evento para que a produção seja qualificada e rentável. Os representantes do Sicredi e da Cresol também destacaram a importância do seminário para qualificar a atividade.

Estações
A programação seguiu à tarde com três estações, na propriedade da família Stolarski. Em uma das estações, o casal Ivanildo e Ivani, junto com uma das filhas, Tatiane, de 25 anos, e da equipe do Escritório Municipal de Carlos Gomes, integrada por Edgar Copatti e Laura Mocfa Glaner, relatou a experiência da família com a atividade. Há dois anos, a família construiu um galpão de 22X24 metros, cujo projeto foi realizado pela filha, que é engenheira, onde os animais são criados no sistema semi-confinados. 
O total de investimento foi de R$ 100 mil, com recursos próprios. “O objetivo foi diminuir o esforço físico, principalmente nos dias de chuva ou de muito sol, onde os animais ficam abrigados no galpão. A família vive há 28 anos de forma exclusiva com a atividade leiteira e demonstrou satisfação e apresentou rendimentos. Tem 48 animais, sendo 20 vacas leiteiras com produção mensal de 15 mil litros de leite. Da área total de 15 hectares, sendo 4 hectares arrendado, 7,5 são destinados à produção leiteira.

Em outra estação, Vilmar Fruscalso orientou sobre qualidade do leite, reforçando medidas que os produtores devem adotar fatores que vão influenciar na produção e qualidade e rentabilidade econômica, como dieta balanceada, evitar o estresse do animal e higienização. 

O tema Alimentos conservados foi tratado por Rogerio Vedelago, da empresa Milk Seeds. Ele destacou as vantagens de silagem de milho, mas falou de outras alternativas, como a silagem de sorgo e do trigo. “O produtor tem que saber administrar e saber qual é a mais produtiva e mais rentável economicamente”, defendeu.