ESPORTES

  • 23/10/2019 (09:23:30)

  • Correio do Povo

  • Fotógrafo: Ricardo Giusti / CPmemória

MÉRITO FARROUPILHA

Assembleia aprova concessão do Mérito Farroupilha a Roger Machado

Data da entrega da medalha será definida em conjunto com a assessoria do técnico homenageado


Por unanimidade, os parlamentares que integram a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa aprovaram, nesta terça-feira, a proposição do deputado estadual Valdeci Oliveira em conceder a Medalha do Mérito Farroupilha ao técnico de futebol do Bahia, Roger Machado Marques.

O Mérito Farroupilha é a mais alta honraria concedida pelo Parlamento gaúcho, e cada parlamentar pode concedê-la apenas uma vez a cada legislatura.  No caso de Roger, a homenagem, conforme Valdeci, visa valorizar e reconhecer o profissional, gaúcho de Porto Alegre, que tem trazido a público, em nível nacional, o tema do racismo e da discriminação. 

"Com essa homenagem, a Casa Legislativa tem a oportunidade de reafirmar sua posição inequívoca de combate a todas as formas de preconceito, intolerância e em defesa de uma cultura de paz", avalia Valdeci, que também atua como coordenador da Frente Parlamentar contra o Racismo.

A data da entrega da medalha será definida em conjunto com a assessoria do técnico homenageado. Pela redes sociais, o deputado agradeceu a aprovação unânime da mesa para conceder a homenagem.

Ídolo do Grêmio como jogador, o atual técnico no Bahia é um dos dois únicos negros no comando de uma equipe na série A Campeonato Brasileiro – o outro é Marcão, que está começando a carreira à frente do Fluminense. Foi justamente em entrevista após o confronto dos dois times que o nome do treinador gaúcho voltou aos holofotes. Com fala calma, fez uma espécie de manifesto contra a discriminação racial no futebol e também na sociedade. 

"Negar e ficar em silêncio é confirmar o racismo. O grande preconceito que eu sinto não são os insultos racistas. Eu sinto o preconceito quanto vou a um restaurante e eu sou o único negro que está lá. Na universidade em que estudei, eu era o único negro. As pessoas dizem que eu estar aqui é a prova de que o racismo não existe. Não, a prova de que o racismo existe é o fato de somente eu estar aqui", disse na ocasião.