ECONOMIA

  • 17/11/2019 (21:39:56)

  • Repórter: Assecom/Piratini

​ NA UNIVERSIDADE DE COLUMBIA

O governador dos gaúchos em Nova York

"Se há poucos recursos, as ações precisam de assertividade ainda maior”, afirma Leite em conferência nos EUA

"Se não houver uma agenda prioritária, é fácil se perder no meio do caminho”, disse Leite - Foto: Reprodução


O governador Eduardo Leite participou, nesta sexta-feira (15/11), do painel intitulado “O desafio da elaboração de políticas públicas baseadas em evidências”, na Universidade de Columbia, em Nova York, nos Estados Unidos. Leite falou sobre a situação fiscal do Rio Grande do Sul, a experiência como prefeito de Pelotas e os desafios que, hoje, como governador, encontra na gestão pública.

O convite para participar do ciclo de palestras e de debates da Columbia, universidade que frequentou como aluno em 2017, foi visto pelo governador como uma oportunidade de ampliar conhecimentos, ouvindo especialistas na área, e de fazer benchmarking daquilo que ocorre em outros países e de quais ferramentas são utilizadas. A viagem não terá gastos para o Estado e foi inteiramente custeada (passagens, hospedagem, traslado e alimentação) pelos organizadores.

“Se há poucos recursos, como é o caso do Estado que governo, e uma vez que isso se reflete em uma capacidade de investimento baixa, as ações que precisamos empreender precisam ser de uma assertividade ainda maior. É preciso ter uma agenda clara. Saber aonde se quer chegar, como se quer chegar e traçar o caminho necessário para isso, a fim de que as prioridades de um governo não se percam em meio às pressões de terceiros que, por sua vez, também têm prioridades. Se não houver uma agenda prioritária, é fácil se perder no meio do caminho”, ponderou o governador.

“A burocracia foi criada para evitar fraudes, mas se tornou excessiva. O governante não consegue transferir a visão pela qual foi eleito para que a máquina corresponda à forma que pretende governar", disse o governador. 

O painel do qual Leite participou contou com outros participantes brasileiros ou falantes da língua portuguesa – Thomas Trebat (Columbia Global Centers, do Rio de Janeiro), Katia Smole (Mathema), Katia Schweirckardt (secretária de Educação de Manaus), Ricardo Galvão (USP) e Ana Laura Schmidt (Fundação Lemann). Um dos últimos do evento, que começou na quinta-feira (14/11), o painel teve como finalidade fazer um fechamento do que foi discutido durante os dois dias.

O governador também citou o excesso de burocracia do sistema público brasileiro como um entrave à implementação de políticas públicas. “A burocracia foi criada para evitar fraudes, mas se tornou excessiva. O governante não consegue transferir a visão pela qual foi eleito para que a máquina corresponda à forma que pretende governar. É um grande desafio fazer com que a máquina pública seja menos um insulamento democrático e as evidências sejam priorizadas”, refletiu.

A conferência é uma colaboração entre os centros de estudos brasileiros de quatro instituições acadêmicas dos Estados Unidos (Columbia University, Harvard University, University of Illinois Urbana-Champaign e Stanford University), cujo objetivo é estimular diálogo sobre questões do desenho e implementação de políticas públicas para endereçar desafios sociais. Entre os temas desta edição, estão educação, segurança pública e inclusão.