Agosto e o mito do “cachorro louco”: entre lendas populares e prevenção da raiva

Crenças culturais e mudanças sazonais explicam a origem da expressão, enquanto especialistas reforçam a importância da vacinação para proteger humanos e animais.

Por Redação/Comunicação PME Publicado em 28/08/2025 16:56 - Atualizado em 28/08/2025 17:03

Agosto é historicamente marcado por superstições e crenças populares. Conhecido como “mês do desgosto” e, especialmente, como o “mês do cachorro louco”, o período carrega tradições que misturam folclore, comportamento animal e alertas de saúde pública.

A expressão surgiu a partir de observações sobre o aumento de brigas entre cães machos durante o cio das fêmeas, mais comum nesta época do ano. Nessas disputas, a transmissão da raiva — doença viral grave e sem cura — tornava-se mais frequente. A raiva é transmitida pela saliva de animais infectados, principalmente por meio de mordidas, e pode afetar tanto animais quanto humanos.

A forma mais eficaz de prevenção é a vacinação anual de cães e gatos, além da aplicação imediata de soro ou vacina em casos de contato com animais suspeitos. Em situações de mordida ou arranhão, deve-se lavar bem o ferimento com água e sabão, procurar atendimento médico e manter o animal sob observação por 10 dias.

Entre os sintomas da raiva estão salivação excessiva, agressividade, dificuldade de engolir, sensibilidade à luz, convulsões e alterações de comportamento. Autoridades de saúde reforçam a necessidade de posse responsável e imunização dos pets, como medidas fundamentais para proteger a saúde coletiva.

Mais do que uma expressão popular, o “mês do cachorro louco” é um lembrete para redobrar os cuidados com os animais e combater a desinformação com atitudes preventivas.