AVIAÇÃO
Anac proíbe voos de grande porte em aeroporto de Passo Fundo por falhas na infraestrutura
Restrição já está em vigor, mas Estado afirma que operações seguem sem impacto imediato
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) proibiu a operação de aeronaves de grande porte no Aeroporto Lauro Kortz, em Passo Fundo. A medida passou a valer no domingo (29) após o descumprimento de exigências de infraestrutura previstas no Regulamento Brasileiro da Aviação Civil.
Desde outubro de 2025, o aeroporto operava com restrição de até 10 voos semanais para aeronaves do tipo 4C, consideradas de médio a grande porte. A limitação havia sido estabelecida por meio de portaria da Anac, que também determinava um prazo para adequações estruturais, encerrado no último sábado (28).

Entre as exigências não atendidas estão a adequação da largura da pista de pouso e decolagem, a manutenção de faixa de segurança livre de obstáculos, a delimitação da Área de Segurança de Fim de Pista (Resa) e a instalação de equipamentos que permitam operações noturnas seguras, como o Indicador de Precisão da Trajetória de Aproximação (PAPI).
Com a falta de cumprimento dessas melhorias, a Anac confirmou a proibição e informou que segue acompanhando o caso, cabendo ao operador do aeroporto adotar as medidas necessárias para se adequar às normas regulatórias.
Apesar da restrição, o Departamento Aeroportuário (DAP) do Estado afirma que não há previsão de impacto relevante nas operações pelos próximos 180 dias. Segundo o órgão, as companhias aéreas já ajustaram suas malhas para operar com aeronaves menores, classificadas como código 3C, compatíveis com a atual estrutura do aeroporto.
Atualmente, quatro modelos de aeronaves operam em Passo Fundo dentro dessas condições, garantindo a continuidade dos voos comerciais. Ainda assim, a limitação impede a atuação de aviões maiores, que exigem padrões mais rigorosos de pista e segurança.
O governo estadual informou que mantém tratativas com a prefeitura de Passo Fundo para viabilizar investimentos na infraestrutura aeroportuária. A intenção é promover as adequações necessárias e, futuramente, retomar a operação plena com aeronaves de maior porte.
Enquanto isso, o aeroporto segue operando dentro das condições autorizadas, com foco na segurança e na manutenção dos serviços essenciais de transporte aéreo na região.