Anvisa amplia uso de terapias à base de cannabis no Brasil
Nova resolução autoriza venda de canabidiol em farmácias de manipulação, amplia vias de uso e o acesso a medicamentos com maior teor de THC.
Por Redação
Publicado em 28/01/2026 15:11 - Atualizado em 28/01/2026 15:24
A Anvisa aprovou uma resolução que amplia o uso de terapias à base de cannabis no Brasil, autorizando também a venda do fitofármaco canabidiol em farmácias de manipulação. A nova norma permite medicamentos de uso bucal, sublingual e dermatológico, além dos formatos já existentes.
Outra mudança relevante amplia o acesso a produtos com THC acima de 0,2%, que passam a poder ser utilizados também por pacientes com doenças debilitantes graves, e não apenas em cuidados paliativos ou casos terminais. A resolução ainda autoriza a importação da planta ou de extratos de cannabis para a fabricação de medicamentos.

Veja o que muda:
- Publicidade: A publicidade ficará autorizada apenas para profissionais prescritores, limitada às informações de rotulagem e ao folheto informativo previamente aprovados pela Anvisa.
- Acesso: Com a nova norma, o uso desses medicamentos é ampliado para pacientes com doenças debilitantes graves, aumentando o acesso a terapias com maior concentração da substância.
- Vias de administração: A Anvisa ampliou as vias de administração permitidas para produtos à base de cannabis, com base em evidências científicas analisadas na Análise de Impacto Regulatório. Além das já existentes, passam a ser autorizadas as vias dermatológica, sublingual e bucal, consideradas de menor risco e com potencial de maior biodisponibilidade das substâncias. Além disso, houve um ajuste técnico de nomenclatura: a chamada via nasal foi substituída pela via inalatória, em alinhamento com o vocabulário regulatório adotado pela Anvisa.
- Manipulação: A partir de agora, passa a ser permitida a manipulação de produtos à base de cannabis mediante prescrição individualizada.
- Uso recreativo: Nesse ponto, não houve mudança. O uso da cannabis segue permitido apenas para fins medicinais, dentro das regras sanitárias estabelecidas.
* Com informações do G1