ELEIÇÕES 2026

Augusto Cury entra na disputa presidencial com proposta de transformar emoção em política

Anunciado pelo Avante, escritor e psiquiatra aposta em educação, equilíbrio emocional e gestão humanizada para se apresentar como alternativa no cenário político brasileiro.

Por Redação Publicado em há 5 horas

O cenário político brasileiro ganha um novo protagonista — e uma proposta que promete ir além do discurso tradicional. Neste domingo, o Avante anunciou o escritor e psiquiatra Augusto Cury como pré-candidato à Presidência da República, apostando em uma candidatura que coloca a mente, as emoções e a educação no centro do debate nacional.

O anúncio foi feito por meio de um vídeo ao lado do deputado federal e presidente nacional do partido, Luis Tibé. Nele, Cury deixa claro o tom da sua possível campanha: mais do que governar, é preciso preparar os brasileiros para pensar, empreender e enfrentar os desafios de um mundo cada vez mais exigente.

Foto : Divulgação/ Avante

A proposta da sigla é ambiciosa — e direta: construir um Brasil mais equilibrado emocionalmente, com uma educação transformadora e uma gestão pública mais humana. Em um momento de polarização e desgaste político, a candidatura tenta se apresentar como uma alternativa que dialoga com o emocional da sociedade, sem abrir mão da racionalidade.

Nascido em Colina, interior de São Paulo, em 1958, Augusto Cury construiu uma trajetória que mistura ciência, educação e comunicação de massa. Médico formado pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, com doutorado internacional em Psicologia Multifocal, ele se destacou por décadas de pesquisa sobre o funcionamento das emoções e o comportamento humano.

Professor, conferencista e autor consagrado, Cury alcançou milhões de leitores no Brasil e no exterior. Foi reconhecido como o autor mais lido da última década por publicações como a revista IstoÉ e o jornal Folha de S. Paulo. Entre suas obras mais conhecidas está “O Vendedor de Sonhos”, premiada pela Academia Chinesa de Literatura e posteriormente adaptada para o cinema, ampliando ainda mais seu alcance.

Agora, ele tenta transformar esse capital intelectual e emocional em projeto político. Ao entrar na corrida presidencial, junta-se a nomes já colocados como Ronaldo Caiado, Luiz Inácio Lula da Silva, Flávio Bolsonaro, Romeu Zema, Renan Santos e Aldo Rebelo.

Mais do que uma nova candidatura, o movimento sinaliza uma tentativa de reconectar a política com algo que muitos eleitores sentem falta: propósito, equilíbrio e visão de futuro. Resta saber se essa mensagem encontrará eco nas urnas — mas, ao que tudo indica, a disputa promete ir muito além das velhas narrativas.