VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

Brasil registra recorde histórico de feminicídios em 2025

RS registra ao menos sete feminicídios em janeiro e média supera um caso a cada três dias

Por Redação AU Publicado em 20/01/2026 19:30 - Atualizado em 20/01/2026 23:15

O Brasil registrou em 2025 o maior número de feminicídios da série histórica, com 1.470 casos contabilizados entre janeiro e dezembro, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O total supera o recorde anterior, de 1.464 registros em 2024, e revela uma média alarmante de quatro mulheres assassinadas por dia no país pelo fato de serem mulheres.

Os números ainda tendem a crescer, já que os dados de dezembro do Estado de São Paulo não foram totalmente atualizados na base federal. Mesmo assim, São Paulo lidera o ranking nacional, com 233 casos, seguido por Minas Gerais (139) e Rio de Janeiro (104). As estatísticas são apuradas pelos estados e consolidadas pelo governo federal.

A tipificação do feminicídio foi criada em 2015, quando o país registrou 535 mortes nessa categoria. Em uma década, o crescimento chega a 316%, evidenciando uma escalada contínua da violência letal contra mulheres desde que o crime passou a ser diferenciado dos homicídios comuns.

Ao todo, 13.448 mulheres foram vítimas de feminicídio em dez anos, o que representa uma média anual de 1.345 casos. No acumulado do período, São Paulo (1.774), Minas Gerais (1.641) e Rio Grande do Sul (1.019) concentram o maior número de ocorrências.

Os dados refletem histórias marcadas por violência extrema, muitas vezes dentro de relações afetivas. 

RS registra ao menos sete feminicídios em janeiro e média supera um caso a cada três dias

O Rio Grande do Sul contabilizou pelo menos sete feminicídios desde o início de janeiro, sendo cinco apenas entre domingo e terça-feira. O número já supera os seis casos registrados em dezembro de 2025 e indica média de uma mulher morta a cada três dias em 2026.

As ocorrências foram registradas em Porto Alegre, Muitos Capões, Sapucaia do Sul, Guaíba, Canguçu e Santa Rosa, enquanto um sétimo caso em Bento Gonçalves é investigado como homicídio.

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