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Saúde
SAÚDE | Conheça histórias de pacientes catarinenses que fazem uso de remédios à base de maconha
Produtos feitos com cannabis auxiliam no controle de crises causadas por doenças como epilepsia. Anvisa liberou venda desses medicamentos em farmácias
Redação
por  Redação
15/12/2019 19:40 – atualizado há 2 meses
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Quando Júlia chegou a ter 132 crises convulsivas em um só dia, a mãe Regiane Capraro decidiu que era hora de tentar algo novo. A esperança se depositou, então, em um tratamento controverso, mas que logo nos primeiros meses passou a dar resultado: os medicamentos à base de cannabis, a planta da maconha. Júlia, hoje com 19 anos, mora em Penha, no Litoral Norte de Santa Catarina, e sofre de paralisia cerebral desde o nascimento. Por conta disso, não fala, não tem o movimento das pernas e braços e tem espasmos involuntários. Essas crises prolongadas ou repetidas, chamadas de estado de mal, podem levar ao coma e à morte.

Depois de ouvir em grupos de mães de crianças com epilepsia comentários sobre os benefícios de remédios à base de cannabis, Regiane provocou a médica da filha e decidiu testar o medicamento. O desejo era dar mais qualidade de vida a garota. Até então, ela tomava oito remédios para inibir os espasmos.

Regiane acionou um advogado e fez o pedido à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para poder importar e receber o purodiol, uma das variações de medicamentos à base de cannabis. O pedido à Anvisa foi respondido em 45 dias. A autorização judicial para que o Estado fizesse o pagamento pelo medicamento foi bem mais demorada. Essa, segundo ela, é uma dificuldade encontrada ao longo do processo. Regiane conseguiu o remédio para a filha em 2017.

A partir de então, passou a acompanhar os benefícios que o produto à base de cannabis trouxe para Julinha, como a mãe carinhosamente chama a filha. Dos oito remédios diários que a jovem tomava, apenas um precisou ser mantido junto ao puridiol. E a menina tem muito mais energia. Sobra até mesmo para aulas de música, em que ela toca uma bateria adaptada.

– Hoje minha filha não fica dopada. Ela está mais ligada ao que está acontecendo e não sofre mais com as crises – comemora.

Regiane afirma que ainda é necessário superar o preconceito de algumas pessoas, mas gosta de deixar claro que o uso dos medicamentos se trata de uma questão de saúde.

Colaborou: NSC

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