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CORREIOS: Prejuízo é de R$ 3,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026

Resultado negativo no início de 2026 expõe aumento de custos, acende alerta nos Correios e pressiona futuro da estatal.

Por Redação AU Publicado em há 6 horas

Os Correios iniciaram 2026 sob forte pressão financeira. Dados do balancete contábil do primeiro trimestre revelam um prejuízo de R$ 3,4 bilhões — o dobro do registrado no mesmo período do ano passado. Mesmo com receitas praticamente estáveis, em torno de R$ 4 bilhões, o avanço das despesas evidencia um desequilíbrio que vem se aprofundando e exige respostas imediatas.

O principal fator por trás desse resultado é o salto nos custos, que passaram de R$ 6,4 bilhões para R$ 7,4 bilhões em um ano. Embora os gastos tenham ficado levemente abaixo do previsto pela própria estatal, o crescimento expressivo das despesas financeiras chama atenção: um aumento de 312%, impulsionado por juros, multas e empréstimos bilionários contratados recentemente.

Além disso, as provisões para perdas — que incluem possíveis condenações judiciais — também superaram as estimativas e ampliaram ainda mais o rombo. Já os gastos com pessoal, frequentemente apontados como vilões, permaneceram relativamente estáveis, indicando que o problema atual vai além da folha e está concentrado, sobretudo, na gestão financeira e no endividamento.

O cenário se soma a um histórico preocupante: somente em 2025, os Correios acumularam prejuízo de R$ 8,5 bilhões, marcando 14 trimestres consecutivos no vermelho. Diante disso, especialistas e gestores apontam para a necessidade urgente de medidas estruturais — sob risco de comprometer não apenas a saúde da empresa, mas também a continuidade de serviços essenciais prestados à população brasileira.

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