SAÚDE

Definidos os primeiros 45 hospitais que abrirão leitos pediátricos pelo Programa Inverno Gaúcho com Saúde

O Hospital Santa Terezinha de Erechim é um dos selecionados na Região Norte do Estado. Acompanhamento remoto de médicos orienta condutas clínicas, reduz transferências e amplia a resolutividade dos hospitais nas regiões de origem dos pacientes.

Por Redação AU Publicado em 10/05/2026 18:00 - Atualizado em 10/05/2026 21:30

O governo do Rio Grande do Sul definiu os primeiros 45 hospitais habilitados para abrir 106 leitos pediátricos destinados ao atendimento de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) pelo programa Inverno Gaúcho com Saúde 2026. A medida busca reforçar a rede hospitalar diante do aumento de doenças respiratórias no outono e inverno.

Nesta primeira etapa, serão abertos leitos de UTI pediátrica e suporte ventilatório pulmonar, com investimento estadual de R$ 15,6 milhões para custeio por 90 dias. Ao todo, o programa prevê 604 leitos estaduais, entre pediátricos e adultos, além da solicitação de mais 1.277 leitos ao governo federal.

Os hospitais contemplados com os leitos pediátricos estão distribuídos em todas as macrorregiões do Estado, garantindo cobertura territorial ampla e resposta regionalizada à demanda por internações pediátricas. A rede envolve unidades localizadas nas regiões Metropolitana, Serra, Vales, Norte, Sul, Centro-Oeste e Missioneira, tanto em municípios de grande porte quanto em cidades polo regionais e regiões mais afastadas.

O Hospital Santa Terezinha de Erechim é um dos selecionados na Região Norte do Estado

A Região Norte está contemplada com hospitais em Carazinho, Erechim, Passo Fundo, Sarandi, Soledade, Tenente Portela e Cruz Alta.

O Programa Inverno Gaúcho com Saúde também reforça o atendimento com Telemedicina Pediátrica, serviço retomado antecipadamente em 2026 para enfrentar o aumento de doenças respiratórias. A iniciativa oferece suporte remoto de médicos especialistas a hospitais menores, UPAs e UTIs pediátricas e neonatais em todo o Estado.

Os profissionais auxiliam no diagnóstico e tratamento de crianças internadas ou à espera de transferência, ajudando a evitar agravamentos, reduzir internações em UTI e diminuir a necessidade de deslocamentos. A medida também contribui para organizar melhor a rede hospitalar durante o período de maior demanda

Foto: Divulgação PME

O acompanhamento médico especializado à distância tem se tornado um importante aliado no atendimento pediátrico hospitalar, contribuindo para evitar a evolução de casos clínicos para quadros graves e reduzindo a necessidade de internações em leitos de UTI.

Na prática, os médicos do serviço analisam os casos de crianças internadas ou que aguardam transferência para unidades de maior complexidade. A equipe presta suporte às equipes locais, orientando o manejo clínico, ajustando condutas e auxiliando na definição dos tratamentos mais adequados para cada situação.

O monitoramento remoto permite intervenções mais rápidas e assertivas, garantindo maior segurança aos pacientes e fortalecendo a capacidade de atendimento dos hospitais regionais. Em muitos casos, a atuação especializada evita transferências desnecessárias e possibilita que o tratamento seja realizado no próprio município ou região de origem da criança.

Além de melhorar a assistência aos pacientes, a iniciativa também contribui para a organização da rede hospitalar. Com a redução da demanda por transferências e internações em UTIs, os leitos de alta complexidade ficam disponíveis para pacientes que realmente necessitam de cuidados intensivos.

Outro impacto positivo está na ampliação da resolutividade dos serviços de saúde locais. O suporte técnico oferecido às equipes médicas fortalece a tomada de decisão e qualifica o atendimento prestado nas unidades hospitalares das diferentes regiões.

A estratégia ainda representa mais agilidade para as famílias, que muitas vezes evitam deslocamentos longos e conseguem manter o tratamento das crianças mais próximas de casa, com acompanhamento contínuo e orientação especializada.

A expectativa é de que o modelo siga fortalecendo a rede de saúde, ampliando o acesso ao atendimento pediátrico qualificado e garantindo respostas mais rápidas diante de casos que exigem atenção especializada.

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