Eleições 2026: quem são os candidatos ao Senado no RS e como será a votação
Com duas vagas em disputa, eleitor gaúcho terá 13 candidaturas para escolher. Veja quem são os candidatos, o que defendem e entenda o papel de um senador
A poucos dias das Eleições 2026, o eleitor do Rio Grande do Sul terá uma decisão importante pela frente: além de escolher presidente, governador, deputado federal e deputado estadual, será necessário votar duas vezes para o Senado Federal.
No Estado, 13 candidaturas estão registradas para as duas vagas que serão preenchidas em 2026. Os dois candidatos mais votados serão eleitos e terão mandato de oito anos, com posse prevista para 2027.
A escolha merece atenção porque o senador exerce um mandato longo e participa de decisões que envolvem temas como leis nacionais, orçamento, fiscalização do governo federal, indicações para tribunais superiores e outras autoridades, além de processos de impeachment previstos na Constituição.
Por que o voto consciente é importante?
Escolher um candidato não significa apenas analisar uma promessa de campanha. Para chegar à urna com mais informações, o eleitor pode comparar trajetória, propostas, posições públicas, atuação política, partido, alianças e os dois suplentes que integram cada chapa.
O próprio Senado recomenda que o eleitor pesquise as candidaturas, conheça as propostas e os suplentes antes da votação. O TSE também mantém ferramentas oficiais para consulta de informações eleitorais e candidaturas.
Em uma eleição para o Senado, essa análise ganha importância porque o mandato é de oito anos. Além disso, cada senador representa todo o Estado, e não apenas uma região ou município.
Quem são os candidatos ao Senado pelo RS?
O Rio Grande do Sul terá 13 candidatos para duas vagas. A lista oficial divulgada pelo Senado reúne as seguintes candidaturas:
Daniela Mulheres Socialistas — PSTU — número 160
Frederico Antunes — PSD — número 555
Luciano do MLB — UP — número 800
Manuela d'Ávila — PSOL — número 500
Marcel van Hattem — Novo — número 300

Milton Cardoso — PSDB — número 455
Paulo Pimenta — PT — número 131
Regis Ethur — PSTU — número 161
Renato Jaguarão — Cidadania — número 234
Ric Jones — PCO — número 290

Germano Rigotto — MDB — número 151
Sanderson — PL — número 222
Tania Peres — UP — número 808

Afinal, o que faz um senador?
O Senado Federal é uma das duas Casas do Congresso Nacional, ao lado da Câmara dos Deputados.
Entre as atribuições dos senadores estão:
- propor, discutir e votar leis;
- participar da elaboração e votação de emendas à Constituição;
- fiscalizar o Poder Executivo;
- analisar e votar projetos enviados pela Câmara;
- aprovar ou rejeitar determinadas indicações de autoridades, como ministros de tribunais superiores;
- participar de processos de impeachment nos casos previstos na Constituição;
- analisar operações de crédito envolvendo União, Estados e municípios;
- discutir temas de interesse nacional.
O senador representa o seu Estado no Senado e exerce mandato de oito anos. Cada Estado e o Distrito Federal possuem três senadores.
Por que cada eleitor terá dois votos para senador?
A resposta está no sistema de renovação do Senado.
Cada Estado possui três senadores, mas os mandatos duram oito anos. A renovação acontece de maneira alternada: em uma eleição é escolhida uma vaga; quatro anos depois, duas vagas.
Em 2026, ocorre justamente a renovação de duas das três cadeiras de cada Estado. Por isso, o eleitor gaúcho terá dois votos para o Senado. Em todo o Brasil, serão preenchidas 54 das 81 cadeiras.
Os dois candidatos mais votados em cada Estado serão eleitos. Não há segundo turno para senador.
É preciso escolher dois candidatos diferentes?
Sim. O eleitor deve votar em dois candidatos diferentes. Cada voto corresponde a uma das duas vagas em disputa.
Se uma pessoa digitar o número do mesmo candidato nas duas oportunidades, o primeiro voto será contabilizado e o segundo será considerado nulo. Ou seja, repetir o nome não dá dois votos ao candidato.
Qual será a ordem de votação na urna?
Em 2026, o eleitor votará seis vezes, nesta ordem:
1. Deputado federal — quatro dígitos
2. Deputado estadual — cinco dígitos
3. Primeiro senador — três dígitos
4. Segundo senador — três dígitos
5. Governador — dois dígitos
6. Presidente da República — dois dígitos.
Para o Senado, portanto, o eleitor terá duas telas consecutivas. Depois de digitar o número, a urna mostrará nome, fotografia, cargo e partido. É importante conferir as informações antes de apertar "Confirma".

Como se preparar para votar?
Uma das recomendações da Justiça Eleitoral é preparar uma "colinha eleitoral" em papel com os números dos candidatos escolhidos.
O celular não pode ser levado para a cabine de votação. A anotação em papel, porém, é permitida.
Também é possível consultar previamente as informações oficiais das candidaturas, incluindo dados pessoais, partido, suplentes e informações declaradas à Justiça Eleitoral.
Mais do que decorar números, a preparação para a urna passa por entender o papel do cargo, conhecer as propostas, verificar a trajetória dos candidatos e saber quem são os suplentes de cada chapa.
A decisão final pertence ao eleitor. A informação, porém, pode ajudar a tornar essa escolha mais consciente e reduzir o risco de erro na hora da votação. O TSE recomenda consultar fontes oficiais e desconfiar de mensagens eleitorais sem confirmação de origem.