ECONOMIA GAÚCHA

Entidades gaúchas pedem adiamento de debate sobre redução da jornada de trabalho

Fecomércio-RS, FIERGS e Farsul alertam para impactos econômicos e defendem discussão técnica apenas a partir de 2027

Por Redação AU Publicado em 08/05/2026 16:33 - Atualizado em 10/05/2026 16:53

A Fecomércio-RS, a FIERGS e a Farsul divulgaram um manifesto conjunto direcionado à bancada gaúcha no Congresso Nacional pedindo o adiamento das discussões sobre propostas que tratam da redução da jornada máxima de trabalho e de restrições às escalas no emprego formal.

As entidades afirmam que mudanças dessa dimensão podem provocar impactos estruturais na economia, no emprego e na competitividade do país, especialmente no Rio Grande do Sul. No documento, as federações defendem que o tema seja debatido com maior profundidade técnica e em um ambiente político mais estável, longe do cenário de polarização e da proximidade do período eleitoral.

O presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP, Luiz Carlos Bohn, destacou que o debate precisa considerar os reflexos sobre empresas, trabalhadores e a sustentabilidade econômica. Segundo ele, propostas dessa natureza podem afetar diretamente produtividade, custos operacionais, geração de empregos e competitividade das empresas brasileiras.

As entidades também ressaltam que a discussão sobre qualidade de vida e modernização das relações de trabalho deve ocorrer de forma equilibrada, respeitando instrumentos como a negociação coletiva. No manifesto, Fecomércio-RS, FIERGS e Farsul defendem que o tema seja postergado para 2027, permitindo uma análise mais ampla e racional sobre os possíveis efeitos das mudanças no mercado de trabalho.

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