Erechim: Saúde reforça uso de repelente como forma de prevenção da dengue
Vigilância em Saúde alerta para a importância da medida, especialmente entre pessoas com sintomas suspeitos, e reforça cuidados para eliminar focos do mosquito.
Com a chegada do verão e as condições propícias para o desenvolvimento do mosquito transmissor da dengue, a Secretaria Municipal de Saúde de Erechim, por meio da Vigilância em Saúde, reforça a importância do uso de repelente como uma das principais medidas para conter a transmissão da doença. A orientação é especialmente direcionada às pessoas que apresentam sintomas suspeitos e que estão em investigação de diagnóstico.

Desde o dia 1º de dezembro até o momento, o município registrou 106 notificações relacionadas à dengue. Deste total, 53 casos seguem em investigação, três foram confirmados como positivos e, até agora, não há casos confirmados em 2026. Os dados reforçam a importância das ações preventivas neste período, especialmente para evitar a circulação do vírus na comunidade.
De acordo com a diretora da Vigilância em Saúde, Ana Paula Fagundes da Silva, o uso do repelente é essencial para interromper o ciclo de transmissão. “Todas as pessoas com suspeita de dengue devem utilizar repelente, porque enquanto o diagnóstico ainda está em investigação, existe o risco de um mosquito picar essa pessoa, se contaminar e acabar transmitindo a doença para outras”, explica.

A diretora ressalta que, embora o ideal fosse que toda a população utilizasse repelente diariamente, essa ainda não é uma prática comum. Conforme a médica veterinária Arieli Zibetti França, as pessoas que procuram as unidades de saúde com suspeita de dengue recebem um repelente para uso domiciliar durante o período de investigação.
Atenção em casa
A Vigilância em Saúde também reforça a importância de combater a proliferação do mosquito transmissor Aedes aegypti. Eliminar focos de água parada, manter quintais limpos e buscar atendimento de saúde ao apresentar sintomas como febre alta, dor no corpo, dor atrás dos olhos e mal-estar são atitudes fundamentais. A colaboração da população é essencial para reduzir a circulação do vírus e proteger toda a comunidade.