Especialista alerta para cuidados com a saúde auditiva em todas as idades
Hospital Santa Terezinha reforça prevenção, diagnóstico precoce e atenção aos sinais de perda de audição
A saúde auditiva exige atenção ao longo de toda a vida. Muitas vezes silenciosa e progressiva, a perda de audição compromete a comunicação, o aprendizado e a qualidade de vida. O alerta é da fonoaudióloga Francieli Chmiel, do Hospital Santa Terezinha de Erechim, que destaca a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.

Segundo a especialista, cuidados simples fazem diferença no dia a dia. Trabalhadores expostos a ruídos devem usar protetor auditivo corretamente e manter a higienização adequada. Já o uso de fones de ouvido exige atenção ao volume e ao tempo de exposição. Em adultos e idosos, dificuldade para compreender conversas, zumbido e tontura são sinais de alerta. Nesses casos, a orientação é buscar avaliação com otorrinolaringologista ou fonoaudiólogo e realizar exames como a audiometria. A profissional também adverte para o risco da automedicação, já que alguns remédios podem ser ototóxicos.
Na infância, os indícios podem aparecer como atraso na fala, dificuldade de aprendizagem, aumento excessivo do volume da televisão ou ausência de reação a sons. O teste da orelhinha, feito ainda na maternidade, é um aliado fundamental na identificação precoce de possíveis perdas auditivas, permitindo intervenção rápida e evitando prejuízos no desenvolvimento global da criança.
Outro ponto reforçado é a forma correta de higienizar os ouvidos. A cera tem função protetora, e o uso de cotonetes ou objetos pontiagudos pode causar lesões ou empurrar a cera para dentro do canal auditivo. A recomendação é limpar apenas a parte externa da orelha com toalha ou pano úmido. Manter hábitos saudáveis, como praticar exercícios, controlar pressão arterial e diabetes e evitar o tabagismo, também contribui para preservar a audição ao longo da vida.
No Hospital Santa Terezinha, a equipe de Fonoaudiologia atua do recém-nascido ao idoso, com triagens auditivas nas primeiras 48 horas de vida, acompanhamento em casos de dificuldades na amamentação, apoio na UTI Neonatal e suporte a pacientes com dificuldades de alimentação.