Estado reforça monitoramento da gripe aviária no Sul do RS após casos em aves silvestres

Após foco registrado na Reserva Ecológica do Taim, governo capacitou 186 profissionais e intensificou ações preventivas em Rio Grande, Santa Vitória do Palmar e Chuí.

Por Redação Publicado em 12/03/2026 21:57 - Atualizado em 12/03/2026 22:24

O governo do Estado intensificou o monitoramento preventivo da gripe aviária na região Sul por meio do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura. Desde o registro do primeiro caso em aves silvestres, no fim de fevereiro, na Reserva Ecológica do Taim, 23 aves das espécies cisne-coscoroba e garça-moura foram recolhidas com a doença.

Até quinta-feira (12), foram capacitados 186 agentes das áreas de saúde e assistência social, além de realizadas reuniões com gestores municipais de Rio Grande, Santa Vitória do Palmar e Chuí para alinhar ações de prevenção e controle.

Foto: Divulgação Seapi

As atividades também envolveram contato com a comunidade e encontros com representantes de educação, saúde, meio ambiente, agricultura e defesa civil, reforçando a educação sanitária como estratégia fundamental para prevenir e enfrentar a doença.

Equipes da defesa sanitária animal realizam varredura em propriedades com criação de aves em um raio de até 10 quilômetros do foco da gripe aviária. Desde o início de março, 93 propriedades de subsistência no entorno da reserva estão sendo inspecionadas para verificar condições sanitárias e possíveis sintomas nos animais.

Também foram feitas vistorias em granjas comerciais da região de Pelotas e em criatórios de aves ornamentais em Santa Vitória do Palmar, com foco na verificação das medidas de biosseguridade e na prevenção da disseminação do vírus na produção avícola.

Equipes do Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul atuam de forma integrada com o Instituto Chico Mendes e o Ministério da Agricultura no monitoramento do foco de gripe aviária na Lagoa da Mangueira, onde foram identificados casos em cisnes-coscoroba.

As ações incluem vistorias em campo, monitoramento das aves com embarcações e uso de drones para acompanhar a área afetada. As amostras coletadas são enviadas ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Campinas, responsável por confirmar ou descartar a presença do vírus.

A Seapi orienta que qualquer suspeita da doença — caracterizada por sinais respiratórios ou neurológicos, além de mortalidade súbita e elevada em aves — seja comunicada imediatamente. As notificações podem ser feitas nas Inspetorias ou Escritórios de Defesa Agropecuária, pelo sistema e-Sisbravet ou pelo WhatsApp (51) 98445-2033.