Festival de Dança de Erechim reúne comissão avaliadora de destaque nacional e internacional

Seis profissionais reconhecidos em diferentes linguagens da dança serão responsáveis pela avaliação das 394 coreografias da 6ª edição do evento.

Por Comunicação PME Publicado em há 4 horas

Erechim começa a viver, nesta quarta-feira, 26 de agosto, cinco dias dedicados à dança. O Festival de Dança de Erechim – 6ª edição abre oficialmente às 18h, no CTG Sentinela da Querência, reunindo 2.020 bailarinos, 120 grupos e escolas e 394 coreografias, provenientes de 45 cidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Para marcar o início da programação, o público poderá acompanhar gratuitamente o espetáculo “Aquarela do Brasil em Dança e Música”, seguido das primeiras apresentações das Mostras Competitiva e Não Competitiva.

A sexta edição chega ao palco com o maior número de participantes de sua trajetória e uma Comissão Avaliadora formada por seis profissionais com atuação em diferentes linguagens da dança e experiências no Brasil e no exterior. Sob a direção artística de Aline Rosa, a comissão reúne Carmen Hoffmann, Eduardo Menezes, Fran Manson, Lenon Vitorino, Luanna Gondim e Mônica Mahasin. 

A comunidade está convidada a participar da abertura e de toda a programação, que segue até domingo, dia 30. Não há cobrança de ingresso nem necessidade de retirada ou reserva antecipada, com acesso por ordem de chegada. A gratuidade também se estende aos participantes: bailarinos e grupos não pagaram taxa de inscrição para estar no Festival.

Em 2018, primeiro ano do evento, foram 439 participantes, 28 grupos e 95 coreografias. Em 2025, o Festival recebeu 1.426 participantes e, agora, alcança 2.020 — um crescimento de 41,7% em apenas um ano. A procura foi ainda maior: mais de 30 grupos permaneceram em lista de espera.

“AQUARELA DO BRASIL” ABRE UMA VIAGEM PELO PAÍS

A primeira noite terá como atração especial “Aquarela do Brasil em Dança e Música”, espetáculo concebido como uma celebração da identidade brasileira a partir do encontro entre música e movimento.

No palco, um trio instrumental formado por violino, violão e percussão encontra a expressão de dois casais de bailarinos, em uma proposta que revisita diferentes raízes culturais brasileiras com uma linguagem contemporânea. O conceito de “Câmara Popular” coloca o violão como base harmônica e rítmica, o violino responsável pelo lirismo das melodias e a percussão pela pulsação dos diferentes ritmos. 

A viagem começa com “Aquarela do Brasil”, de Ary Barroso, e passa por clássicos como “Carinhoso”, de Pixinguinha, e “O Trem Caipira”, de Heitor Villa-Lobos. Xote e baião levam o espetáculo ao Nordeste, enquanto a milonga estabelece a conexão com o Rio Grande do Sul. O roteiro avança pelo choro, chega à Bossa Nova e retorna, no encerramento, à cadência do samba. 

O conceito visual acompanha essa viagem. Os figurinos foram pensados para reproduzir a fluidez e a transparência de uma aquarela em movimento, com tecidos e tonalidades que remetem ao ouro, terracota, azul e verde. Música, dança e elementos visuais se encontram na construção de uma leitura contemporânea da diversidade brasileira. 

Após o espetáculo, o palco será aberto aos bailarinos que participam das Mostras Competitiva e Não Competitiva.

EXPERIÊNCIA E DIFERENTES OLHARES NA COMISSÃO AVALIADORA

A avaliação é também uma das dimensões formativas do Festival. Cada uma das 394 coreografias receberá parecer técnico, permitindo que bailarinos, professores e coreógrafos tenham um retorno sobre os trabalhos apresentados.

A Direção Artística está, pelo sexto ano consecutivo, sob responsabilidade de Aline Rosa, professora, coreógrafa, pedagoga e gestora cultural com mais de três décadas dedicadas à formação de bailarinos. Fundadora e diretora da Escola de Dança Aline Rosa desde 1995, possui pós-graduação em Dança, Cultura e Educação e em Gestão Escolar. Já dirigiu mais de 30 montagens e integrou a direção da Associação Gaúcha de Dança (ASGADAN), o Colegiado Setorial de Dança e o Conselho Estadual de Cultura do Rio Grande do Sul. Atualmente, dirige a Casa de Cultura de Butiá. 

Carmen Hoffmann – Danças Populares e Folclore

Carmen Anita Hoffmann é artista da dança, professora e pesquisadora. Mestre e doutora em História Ibero-Americana pela PUC-RS e pós-doutora pela UFRGS, foi responsável pela criação do primeiro Curso Superior de Dança do Rio Grande do Sul, na UNICRUZ. Atualmente, é professora do Curso de Dança – Licenciatura e do Programa de Pós-Graduação em Artes da UFPel. Fundadora e diretora do Grupo de Danças Chaleira Preta por mais de 20 anos, participou de festivais na França, Itália, Argentina, Áustria, Hungria, Chile e Uruguai. Sua trajetória inclui ainda participações no Festival de Dança de Joinville e atuação como coordenadora da Mostra de Danças Populares. 

Eduardo Menezes – Dança Contemporânea

Coreógrafo e professor há 25 anos, Eduardo Menezes dirige o Kinisi Dança e já levou mais de 50 espetáculos ao palco. Sua trajetória reúne importantes resultados nacionais e internacionais. Foi bicampeão em Duo Contemporâneo no Livorno in Danza, na Itália, onde também recebeu a maior nota da competição. Foi premiado como coreógrafo em Córdoba, na Argentina, conquistou seis medalhas no Valentina Kozlova International Competition e atua como jurado em festivais no Brasil e no exterior. Em 2024, foi professor convidado da Residência Mercosur. 

Fran Manson – Danças Urbanas

Formada em Educação Física e pós-graduada em Dança Educação, Fran Manson foi uma das primeiras pesquisadoras de Vogue no Brasil. Sua trajetória passa pelas batalhas de Hip Hop Dance e Waacking e por períodos de aprofundamento profissional em Los Angeles. No Festival de Dança de Joinville, recebeu quatro indicações consecutivas e foi eleita Melhor Bailarina em 2017. Fran também atua como jurada de batalhas All Style e competições de grupos e integrou grandes produções e palcos, entre eles Rock in Rio e The Town. 

Lenon Vitorino – Jazz

Bailarino, professor e coreógrafo, Lenon Vitorino possui atuação no Jazz e na dança contemporânea. Foi diretor artístico da Cia Experimental Raça e ensaiador da Raça Cia de Dança, em São Paulo. A convite do Bolshoi no Brasil, lecionou para a Cia Jovem e criou uma obra autoral que passou a integrar o acervo oficial da instituição. Recebeu bolsa para o Broadway Dance Center, em Nova York, e venceu o Festival de Dança de Joinville na categoria Solo Jazz Masculino, em 2019. Como coreógrafo, reúne premiações nacionais e internacionais. 

Luanna Gondim – Ballet Clássico

Luanna Gondim é bailarina, professora e coreógrafa formada pela Escola do Teatro Bolshoi no Brasil. Construiu parte importante de sua carreira profissional na Rússia, onde atuou como solista e aprofundou sua formação em dança clássica e neoclássica. Atualmente, trabalha com ensino de Ballet Clássico, criação coreográfica e direção artística. Entre suas criações está “Eruditamente Popular – A Dança entre o Som, o Traço e o Corpo Brasileiro”, inspirada nas obras de Di Cavalcanti e Heitor Villa-Lobos e voltada ao diálogo entre o clássico e a identidade cultural brasileira. 

Mônica Mahasin – Danças Orientais

Com mais de 20 anos de atuação, Mônica Mahasin é professora, bailarina e coreógrafa dedicada à dança oriental e às danças folclóricas egípcias. Pedagoga e pós-graduada em Docência no Ensino da Dança do Ventre e Danças Folclóricas Árabes, desde 2007 realiza viagens de estudo ao Egito.

Participou de importantes festivais naquele país e realizou apresentações com orquestra ao vivo, inclusive no Nile Maxim. No Brasil, atua como jurada e ministrante de oficinas em festivais e desenvolve cursos voltados ao aperfeiçoamento técnico e artístico, com trabalho marcado pela pesquisa e valorização da cultura egípcia. 

Júri Popular amplia participação da comunidade

Além da Comissão Avaliadora, o Festival contará novamente com o Júri Popular, formado por integrantes da comunidade convidados a acompanhar as apresentações. A proposta acrescenta um olhar cultural e participativo às noites do Festival. O Júri Popular poderá reconhecer coreografias a partir da percepção artística e da sensibilidade de seus integrantes, sem interferir nas notas, na classificação ou na premiação competitiva, que permanecem sob responsabilidade da Comissão Avaliadora.

CINCO DIAS DE DANÇA, FORMAÇÃO E INCLUSÃO

A programação segue na quinta-feira, 27, a partir das 17h, com a Mostra de Dança Inclusiva. Na sexta-feira, 28, as apresentações iniciam às 17h. No sábado, 29, a programação começa às 16h, com a Mostra Baby, destinada às crianças de 3 a 5 anos. No domingo, 30, também a partir das 16h, serão realizadas as últimas apresentações, o encerramento e a premiação.

Ao todo, o Festival contempla 11 modalidades. O caráter formativo também ganha espaço, com 1.100 vagas gratuitas em oficinas, além de atividades que deverão atender cerca de 250 crianças de escolas públicas de Erechim. A programação contará ainda com Libras, audiodescrição e acessibilidade física. Todos os bailarinos participantes terão seguro individual, com cobertura de atendimento em saúde, e as noites do Festival serão transmitidas ao vivo pelo canal oficial do evento no YouTube.

MAIS DE R$ 13 MIL EM PREMIAÇÕES

Mesmo com inscrições e acesso ao público gratuitos, o Festival distribuirá mais de R$ 13 mil em premiações, além de troféus e medalhas. Entre os reconhecimentos estão Melhor Bailarino, Melhor Bailarina, Melhor Coreógrafo, melhores coreografias e Melhor Grupo do Festival. A expectativa é de aproximadamente 7 mil pessoas circulando pelo evento nos cinco dias, com reflexos também sobre hotelaria, gastronomia, comércio e serviços.

Nesta edição, uma parceria com a URI Erechim permitirá começar a mensurar esse impacto, levantando informações sobre perfil e origem dos participantes e do público, satisfação e movimentação econômica gerada pelo Festival.