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Rio Grande do Sul
QUALIFICAÇÃO | Grupo de 162 brigadianos concluiu nesta semana o "Curso das Patrulhas Maria da Penha
Formação teve a participação de profissionais de 48 cidades do Estado
Redação
por  Redação
06/12/2019 23:37 – atualizado há 1 mês
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Um grupo de 162 brigadianos concluiu nesta semana o "Curso das Patrulhas Maria da Penha", que qualifica os policiais para atuar nas patrulhas focadas no combate à violência contra a mulher. A formatura aconteceu nesta sexta-feira no auditório da Gboex, no Centro de Porto Alegre, e teve a participação de brigadianos de 48 cidades do Estado. A solenidade aconteceu na data que marca o Dia Nacional de Mobilização dos Homens Pelo Fim da Violência contra as Mulheres.

Atualmente a Patrulha Maria da Penha está instalada em 40 cidades, entretanto outros municípios já demonstram interesse em contar com esse serviço. De acordo com a coordenadora da Patrulha Maria da Penha da BM, major Karina Pires Soares Brum, o plano é ampliar os atendimentos nos próximos anos. “Desde 2012 estamos aumentando o serviço porque se percebeu os impactos da violência doméstica têm sido reduzidos.”

Criada em 2012, as Patrulhas Maria da Penha são parte de uma política para reduzir os índices de violência doméstica. Segundo a major Karina, os resultados positivos já podem ser vistos, com uma melhora nos casos e aumento das denúncias. “As violências têm reduzido, mas por vezes os indicadores aumentam, porque as mulheres sentem-se encorajadas a denunciar.”

Karina diz com a conscientização das mulheres, elas conseguem se sentir mais seguras para denunciar seus agressores. Ela destaca, porém, que apenas o trabalho da BM não é suficiente para acabar com a violência contra mulher. A major esclarece sobre a necessidade de que outros órgãos do governo estejam em atividade para dar amparo às vítimas. “Onde tem a Patrulha tem uma rede de proteção muito bem articulada, com Centros de Referência, Capes, Conselhos Tutelares, que funcionam bem.” Ela lembra que o principal objetivo das Patrulhas Maria da Penha é evitar que as agressões evoluam para tragédias maiores. “A violência doméstica toma muito do nosso tempo, então o investimento na prevenção, de acompanhar a vítima para que essa violência não evolua para um feminicídio faz parte de um planejamento da instituição.”

Colaborou: Correio do Povo

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