IA, tecnologia e imaginação: Gui Zanoni provoca estudantes sobre o futuro da Administração
Conferencista destacou a velocidade das transformações tecnológicas e defendeu que a inteligência artificial deve ser uma ferramenta a serviço das pessoas.
E se uma única pessoa pudesse ter uma ideia, transformá-la em projeto e colocá-la em prática com a ajuda da inteligência artificial?
Foi a partir dessa provocação que o conferencista Gui Zanoni conduziu, na noite de quarta-feira (2), uma das atividades da 54ª Semana Acadêmica de Administração da URI Erechim, que integra as comemorações dos 50 anos do Curso de Administração.
Ao abordar as transformações tecnológicas que já estão mudando a maneira como as pessoas vivem, trabalham e se relacionam, Zanoni apresentou exemplos de diferentes gerações e mostrou como hábitos e tecnologias foram se transformando ao longo do tempo.

Para ele, estamos diante de uma nova sociedade, cada vez mais marcada pela mobilidade, conexão e descentralização.“Estamos indo para uma sociedade descentralizada, na qual a velocidade, a mobilidade e a hiperconexão importam, e cada um de nós é uma potência”, afirmou.
Da ideia à realidade
Um dos pontos de destaque da palestra foi a chamada “era da imaginação”. Nesse novo cenário, ferramentas digitais e inteligência artificial ampliam a capacidade das pessoas de transformar ideias em produtos, serviços e negócios.
Zanoni mostrou que essa transformação já alcança áreas como arquitetura, design, varejo, esportes, publicidade e análise de dados.
A lógica, segundo ele, está mudando: não é mais necessário dominar sozinho todas as ferramentas para tirar uma ideia do papel. “Hoje eu tenho uma ideia e posso atuar como designer, programador ou gerente de produto. Posso fazer tudo com a IA me ajudando.”
E qual será o papel do administrador?
Diante de tantas mudanças, Zanoni levou os estudantes a uma reflexão essencial: o que significa ser administrador em um mundo cada vez mais tecnológico?
Mais do que competir com as novas ferramentas, a proposta é aprender a utilizá-las sem perder aquilo que torna cada profissional único: sua capacidade de imaginar, decidir, criar e encontrar propósito no que faz.
Nesse sentido, o conferencista incentivou os estudantes a olharem para suas próprias vocações e para aquilo que desejam construir profissionalmente.
“Concentrem-se na sua vocação, do serviço, da empresa, do negócio de vocês”, destacou.
A mensagem final reforçou o papel que a tecnologia deve ocupar nesse processo:
“A IA está aqui para nos servir e não o contrário.”
Em uma Semana Acadêmica que celebra cinco décadas de formação em Administração, a palestra deixou uma provocação para uma nova geração de profissionais: o futuro não será apenas sobre saber usar tecnologia, mas sobre saber o que fazer com tudo aquilo que ela torna possível.