Juros do crédito disparam e rotativo do cartão ultrapassa 435% ao ano

Alta nas taxas pressiona famílias e torna o uso do crédito ainda mais caro, reforçando o alerta para evitar o rotativo e o endividamento.

Por Redação Publicado em há 6 horas

Os juros voltaram a subir — e quem sente primeiro é o seu bolso.

Em fevereiro, o custo do crédito para as famílias disparou no Brasil. Segundo dados do Banco Central, a taxa média chegou a 62% ao ano, um avanço significativo que pesa diretamente no dia a dia de quem depende de financiamento, empréstimos ou, principalmente, do cartão de crédito.

Mas é no rotativo que está o maior perigo.

Quando você não consegue pagar o valor total da fatura, entra automaticamente em uma das modalidades mais caras do mercado. Em fevereiro, os juros do rotativo atingiram impressionantes 435,9% ao ano. É uma bola de neve silenciosa: você paga um pouco hoje… e deve muito mais amanhã.

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

Mesmo com medidas para limitar abusos, a realidade ainda preocupa. A regulação não reduz automaticamente os juros contratados — ou seja, na prática, o alívio não chega como muitos esperavam.

E o ciclo é rápido: em apenas 30 dias no rotativo, a dívida já cresce. Depois disso, ela vira parcelamento — que também não é leve, com taxas acima de 200% ao ano.

Enquanto isso, os bancos seguem com liberdade para definir juros no crédito livre, o que mantém o cenário instável e caro para o consumidor.

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Cada decisão financeira importa mais do que nunca.

Evitar o rotativo, planejar o pagamento integral da fatura e buscar alternativas com juros menores deixou de ser apenas organização — virou estratégia de sobrevivência financeira.

Porque, neste cenário, não é só sobre números.
É sobre proteger sua renda, sua tranquilidade e o seu futuro.

A taxa média de juros no país chegou a 33% ao ano em fevereiro, com alta no mês e em 12 meses, refletindo o impacto da Selic elevada, atualmente em 14,75%. O aumento dos juros faz parte da estratégia do Banco Central para conter a inflação, encarecendo o crédito e reduzindo o consumo. Apesar de um recente corte, incertezas externas podem interromper a queda da Selic. No mesmo cenário, o spread bancário também subiu, ampliando o custo final para clientes e o lucro das instituições financeiras.