MEDIDA PROTETIVA

Mais de 8 mil mulheres buscam proteção no RS em um ano e número acende alerta

Crescimento dos pedidos e alta nos feminicídios reforçam urgência de agir e ampliar a rede de apoio

Por Redação AU Publicado em há 6 horas

Mais de 8 mil mulheres recorreram às Medidas Protetivas de Urgência no Rio Grande do Sul em pouco mais de um ano — um dado que escancara a dimensão da violência e, ao mesmo tempo, revela que mais vítimas estão rompendo o silêncio e buscando ajuda. Desde abril de 2025, quando foi lançada a plataforma online, já são 8.016 solicitações, sendo 2.681 apenas nos primeiros meses de 2026.

O avanço está diretamente ligado à facilidade de acesso pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul, que permite o pedido de proteção sem que a vítima precise sair de casa. O sistema funciona 24 horas por dia e encaminha automaticamente a solicitação à Justiça, com tempo médio de resposta inferior a um dia — uma agilidade que pode salvar vidas em situações de risco iminente.

Entre as medidas possíveis estão o afastamento do agressor, proibição de contato, restrição de visitas a filhos e até suspensão do porte de armas. Para acessar, basta utilizar a plataforma com conta no GOV.BR e registrar a ocorrência na Delegacia Online da Mulher, em um processo cada vez mais simples, rápido e seguro.

Mas o cenário ainda preocupa. Somente em 2026, ao menos 28 mulheres já foram vítimas de feminicídio no Estado — um aumento expressivo que reforça a gravidade do problema. Diante disso, o recado das autoridades é direto: buscar ajuda o quanto antes pode ser decisivo. A informação, o acesso e a coragem de denunciar são hoje as principais armas para interromper o ciclo da violência.

A mobilização precisa ser coletiva. Além do apoio institucional, é fundamental que familiares, amigos e a sociedade estejam atentos aos sinais e incentivem a denúncia. Cada pedido de medida protetiva representa mais do que um número: é um passo concreto na defesa da vida.

Se você ou alguém próximo está em situação de risco, procure ajuda imediatamente. A rede de proteção está disponível — e agir pode fazer toda a diferença.

📞 Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher
📞 Disque 190 – Brigada Militar
📞 Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM)
📲 (54) 99139-1480

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