Manutenção da Selic em 15% gera críticas de indústria e centrais sindicais
Entidades apontam impactos negativos sobre crescimento, crédito e emprego após decisão do Copom.
A manutenção da taxa Selic em 15% ao ano pelo Copom gerou críticas de representantes da indústria, da construção civil e de centrais sindicais, que apontam prejuízos ao crescimento econômico, ao crédito e ao emprego. Entidades como a CNI e a CBIC defendem o início imediato do ciclo de queda dos juros, destacando a desaceleração da inflação e o alto custo da taxa real para a economia.

As centrais sindicais reagiram com maior dureza, afirmando que os juros elevados encarecem o crédito, reduzem o consumo e ampliam o desemprego, além de aumentar os gastos públicos com a dívida. Já a Associação Comercial de São Paulo avaliou a decisão como cautelosa, diante de incertezas fiscais e externas.
Apesar das críticas, o Copom manteve a Selic pela quinta vez consecutiva, no maior nível desde 2006, em linha com a expectativa do mercado.