Meia tonelada de fitoterápicos irregulares é destruída após caso de curandeirismo em SC

Produtos vendidos como tratamentos milagrosos foram incinerados após determinação judicial; homem preso em flagrante foi condenado a sete anos de prisão por curandeirismo e maus-tratos.

Por Redação AU Publicado em há 8 horas

Três anos após uma investigação que chocou moradores do Alto Vale do Itajaí, a Polícia Civil deu destino final a uma enorme quantidade de produtos apreendidos na chamada “farmácia” de um curandeiro investigado por colocar vidas em risco em Laurentino. Cerca de meia tonelada de fitoterápicos irregulares foi destruída nesta quinta-feira (21), por determinação da Justiça da comarca de Rio do Oeste.

Foto: Polícia Civil/ND Mais

Os materiais haviam sido apreendidos em maio de 2023 durante uma operação que resultou na prisão em flagrante de um homem de 39 anos, acusado de curandeirismo e maus-tratos a um animal. Na época, a cena encontrada pelas autoridades chamou atenção pela quantidade e pelas condições dos produtos comercializados como supostos tratamentos para doenças.

A chamada “farmácia” clandestina armazenava 143 tipos diferentes de ervas, unguentos, cápsulas e preparados vendidos como soluções milagrosas. Os produtos eram comercializados sem qualquer controle sanitário, sem identificação de origem, sem peso especificado, sem composição descrita e totalmente fora das normas exigidas pelos órgãos de saúde.

A quantidade apreendida foi tão grande que lotou uma caçamba durante a operação realizada pela Polícia Civil e pela Vigilância Sanitária.

Foto: Polícia Civil/ND Mais

Inicialmente, os materiais chegaram a ser destinados à Secretaria de Saúde do município. No entanto, por não possuírem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, os produtos não poderiam ser utilizados ou distribuídos à população, tornando necessária a destruição completa do material.

O caso terminou com a condenação do acusado a sete anos de reclusão em regime inicial semiaberto. O nome do homem não foi divulgado pelas autoridades.

Foto: Polícia Civil/ND Mais

A destruição dos produtos encerra um dos casos mais emblemáticos da região envolvendo comércio irregular de supostos medicamentos e reforça o alerta das autoridades sobre os riscos de tratamentos sem comprovação científica e sem fiscalização sanitária.

*Com informações de NDMais