
O Banco Central mantém a taxa Selic em 15% ao ano, maior nível desde 2006, mesmo com a queda da inflação e do dólar. O Copom sinalizou possível início de redução dos juros a partir de março, se o cenário econômico seguir estável. A previsão do mercado é de Selic em 12,25% no fim de 2026, com queda para 10,5% em 2027, 10% em 2028 e 9,5% em 2029.
O aumento da Selic ajuda a conter a inflação ao encarecer o crédito e estimular a poupança, o que pode desacelerar a economia. Já a redução da taxa tende a baratear o crédito, incentivar consumo e produção e aquecer a atividade econômica, embora reduza o controle sobre a inflação.
O mercado mantém a previsão de crescimento do PIB brasileiro em 1,8% para 2026 e 2027, e de 2% para 2028 e 2029, segundo o boletim Focus. Em 2025, a economia teve alta de 0,1% no terceiro trimestre, enquanto o resultado anual será divulgado em março; em 2024, o crescimento foi de 3,4%. A estimativa para o dólar é de R$ 5,50 no fim deste ano e também em 2027.