Milho silagem tem bom desenvolvimento no RS

Por Redação VL Publicado em há 8 horas

As condições climáticas continuam propícias para o milho silagem, que apresenta adequada situação fitossanitária e bom desenvolvimento nas regiões produtoras do Rio Grande do Sul. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (15/01), na Fronteira Noroeste, a maioria das lavouras foi cortada e ensilada, e o rendimento de massa verde foi excelente. No entanto, algumas lavouras foram cortadas após o ponto de ensilagem, em razão das chuvas ocorridas no final de dezembro, que impediram a operação em muitas áreas.

Divulgação Emater

Estimam-se que 65% dos 366.067 hectares de área prevista pela Emater/RS-Ascar para esta safra no Estado estejam implantadas. A maioria está em fase de maturação e enchimento de grãos, com produtividade estimada em 38.338 kg/ha.

Na região de Santa Rosa, mais de 48% das áreas cultivadas com milho silagem foram colhidas. Há 5% em desenvolvimento vegetativo, 2% em floração, 11% em enchimento de grãos e 34% em maturação. Na região de Ijuí, mais de 40% das lavouras de milho silagem foram colhidas, com alto volume de massa verde e boa quantidade de grãos. Em Santo Augusto, por exemplo, a produtividade está acima de 45 t/ha de massa verde. Na região de Caxias do Sul, as lavouras em florescimento e formação de espigas estão demonstrando ótimo desenvolvimento. Porém, a maior parte ainda está em desenvolvimento vegetativo. Na de Passo Fundo, as chuvas regulares auxiliaram na recuperação do potencial produtivo e 75% das áreas com milho silagem estão em pendoamento.

Milho - As condições climáticas continuam favoráveis à cultura do milho em todo o Estado. A umidade do solo e o calor adequados têm garantido o bom desenvolvimento das lavouras. Nas áreas onde poderiam ocorrer perdas pela breve estiagem em novembro e dezembro, as projeções têm sido reavaliadas e devem se mostrar menos expressivas.

A semeadura do milho está em fase final em várias regiões e chega a 94% da área projetada pela Emater/RS-Ascar para esta safra, que é de 785.030 hectares, mas a maior parte das culturas ainda está em enchimento de grãos. A colheita já começou e avança bem, exceto onde o excesso de chuvas do período dificultou a operação, e atinge 11% da área cultivada com milho no Estado. A produtividade média estimada pela emater/RS-Ascar é de 7.370 kg de milho por hectare.

Soja - A semeadura da soja atingiu 97% da área. Das lavouras estabelecidas, 21% está em floração e 5% em enchimento de grãos. Os produtores aproveitaram as condições climáticas favoráveis para realizar aplicações de fungicidas com o objetivo de manter a sanidade das lavouras. As chuvas do período beneficiaram a cultura, proporcionando condições ambientais adequadas ao desenvolvimento das plantas. Os solos têm mantido boas condições de umidade em praticamente todo Estado, o que, associado ao clima propício, tem proporcionado desenvolvimento acelerado das plantas. Foram realizadas ressemeaduras pontuais em áreas com problemas de emergência ou tombamento, em função do excesso de chuvas nas semanas anteriores. De forma geral, a formação das lavouras é considerada satisfatória. Para a Safra 2025/2026 no Rio Grande do Sul, a projeção da Emater/RS-Ascar indica o cultivo de 6.742.236 hectares e produtividade média de 3.180 kg/ha.

Feijão 1ª safra - A semeadura segue na região da Serra, onde se concentram as maiores áreas de plantio, com predomínio da fase de desenvolvimento vegetativo. Nas demais regiões do Estado, a colheita dos cultivares de ciclo precoce está em andamento. Essas lavouras se encontram em sua maioria nas fases finais de desenvolvimento, demandando monitoramento contínuo quanto às condições fitossanitárias, à uniformidade de maturação e ao momento ideal de colheita, para assim minimizar perdas quantitativas e qualitativas. A Emater/RS-Ascar projetou área de 26.096 hectares e produtividade média de 1.779 kg/ha.

Arroz - A maior parte das áreas no Estado está em desenvolvimento vegetativo. A cultura tem apresentado situação fitossanitária adequada, assim como expectativas boas para a produtividade. Porém, a baixa cotação do arroz no mercado tende a causar uma diminuição da área plantada em comparação com a planejada, levando a uma produção total menor nesta safra. A área a ser cultivada está estimada pelo Instituto Riograndense do Arroz (Irga) em 920.081 hectares e a produtividade, estimada pela Emater/RS-Ascar, em 8.752 kg/ha.

PASTAGENS - As chuvas recentes, associadas à adequada umidade do solo e às temperaturas elevadas, têm proporcionado boas taxas de crescimento das pastagens, rápida rebrota após o pastejo e aumento da oferta forrageira. Em áreas com altura e lotação apropriadas, a qualidade da forragem está excelente. Em diversas regiões, a regularidade das precipitações resultou em excedente de massa verde, exigindo ajustes de manejo para a preservação da qualidade.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Erechim, o retorno do sol, as chuvas ao final do período (cerca de 50 mm acumulados) e o predomínio de dias ensolarados favoreceram o desenvolvimento vegetativo das pastagens anuais e perenes de verão, bem como dos campos nativos, que apresentaram oferta satisfatória. A produção de feno e silagem pré-secada estão em andamento, com destaque para tifton e Jiggs. Na região de Caxias do Sul, as forrageiras anuais e as perenes de verão, como tifton, apresentaram excelente brotação, sustentando os pastejos. Os campos nativos estão em plena produção, possibilitando bons ganhos de peso para as diferentes categorias de animais.

Na de Santa Rosa, em função do excedente de forrageiras, os produtores realizaram roçadas, especialmente nas pastagens anuais para reduzir a resteva e favorecer a rebrota. Também diminuíram a aplicação de adubação nitrogenada. Seguem os trabalhos de corte de forrageiras para a fenação e pré-secado em rolos. As áreas implantadas com BRS Capiaçu se desenvolveram adequadamente, e a ensilagem deve ocorrer ainda no mês de janeiro.

Foto: Arquivo Emater/RS-Ascar