Nos casos leves, o SUS oferece tratamento para aliviar dor, febre e coceira, além de orientações de cuidados com a pele; já em situações de maior risco, como em idosos e imunocomprometidos, é indicado o uso do antiviral aciclovir. Entre 2008 e 2024, o Brasil registrou 85.888 atendimentos ambulatoriais e 30.801 internações por herpes-zóster, e, de 2007 a 2023, houve 1.567 mortes pela doença, sendo 90% em pessoas com 50 anos ou mais, principalmente idosos acima de 80 anos.
Ministério da Saúde decide não incluir vacina contra herpes-zóster no SUS
Portaria publicada no Diário Oficial aponta que o imunizante foi considerado de alto custo em relação ao impacto no combate à doença, segundo avaliação da Conitec.
O Ministério da Saúde decidiu não incluir a vacina contra o herpes-zóster no SUS, após avaliação da Conitec, que considerou o alto custo da imunização em relação ao impacto no combate à doença. A vacina é indicada para idosos a partir de 80 anos e para pessoas imunocomprometidas com 18 anos ou mai
O relatório aponta que a vacinação de 1,5 milhão de pessoas por ano teria custo de R$ 1,2 bilhão anual, chegando a um investimento total de R$ 5,2 bilhões em cinco anos, o que levou à conclusão de que a vacina não é custo-efetiva. A portaria destaca ainda que a decisão poderá ser reavaliada pela Conitec caso surjam novos fatos que modifiquem a análise.

O herpes-zóster é causado pelo vírus da varicela-zóster, que permanece no organismo após a catapora e pode ser reativado, especialmente em idosos e pessoas com imunidade baixa. A doença começa com sintomas como queimação, coceira, febre baixa e cansaço, evoluindo para manchas e bolhas dolorosas em um lado do corpo, geralmente no tronco, face, lombar ou pescoço, com duração de duas a três semanas. Apesar de geralmente regredir espontaneamente, pode provocar complicações graves que afetam a pele, o sistema nervoso, os olhos e os ouvidos.