Ministro Fachin dá 72 horas para Mendonça explicar afastamento do diretor da PF

AGU pediu ao presidente do STF a suspensão da decisão que retirou Andrei Rodrigues do cargo; julgamento na Segunda Turma está interrompido após pedido de vista de Gilmar Mendes.

Por Redação Publicado em há 3 horas

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, deu 72 horas para o ministro André Mendonça se manifestar sobre o pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) para suspender o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

© José Cruz/Agência Brasil

A AGU recorreu nesta terça-feira (8) contra a decisão de Mendonça, que determinou o afastamento de Rodrigues e do diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada da Costa. O órgão argumenta que a medida provoca “grave lesão à ordem pública e administrativa” e viola a prerrogativa constitucional do presidente da República de nomear e exonerar o diretor-geral da Polícia Federal.

Segundo a AGU, a interrupção da gestão da PF pode comprometer as atividades de polícia judiciária e gerar risco de desorganização institucional. O órgão também pediu uma liminar para suspender imediatamente os afastamentos.

A decisão de Mendonça ocorreu após acusações de monitoramento ilegal do próprio ministro e do advogado-geral da União, Jorge Messias, por meio de relatórios de inteligência considerados apócrifos.

Na Segunda Turma do STF, o afastamento já recebeu três votos favoráveis, de Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques. O julgamento, porém, foi interrompido após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.

Enquanto a análise não for retomada e concluída, a decisão individual de Mendonça permanece válida e Andrei Rodrigues continua afastado do comando da Polícia Federal.

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