Pesquisa revela desafios e avanços no atendimento pré-natal em UBSs da região
Estudo desenvolvido na URI Erechim aponta evolução no acompanhamento de gestantes, mas alerta para dificuldades estruturais, sobrecarga das equipes e necessidade de qualificação permanente na atenção básica.
A qualidade do pré-natal pode definir o começo de uma vida. E foi justamente para entender os desafios e avanços desse cuidado essencial que a mestranda Francieli Alves da Silva, do Programa de Atenção Integral à Saúde da URI Erechim, desenvolveu uma pesquisa que lança luz sobre a realidade enfrentada por médicos e enfermeiros das Unidades Básicas de Saúde da Região Norte do Rio Grande do Sul.

O estudo, apresentado no dia 28 de abril, ouviu 41 profissionais que atuam diretamente no acompanhamento de gestantes e revelou um cenário de avanços importantes, mas também de desafios que impactam mães, bebês e toda a rede pública de saúde. Entre os pontos positivos estão a maior adesão aos protocolos clínicos, a ampliação dos exames e o fortalecimento do acompanhamento gestacional nas UBSs — medidas fundamentais para garantir mais segurança durante a gravidez e reduzir riscos maternos e neonatais.
Mas a pesquisa também chama atenção para obstáculos que ainda comprometem a qualidade do atendimento. Dificuldades na identificação precoce das gestantes, baixa adesão ao acompanhamento, sobrecarga das equipes, limitações estruturais e falta de recursos diagnósticos seguem sendo barreiras enfrentadas diariamente pelos profissionais da saúde.
Segundo o orientador do estudo, professor Dr. Arnaldo Nogaro, a pesquisa evidencia a força do trabalho multiprofissional e o papel decisivo dos agentes comunitários de saúde na aproximação com as gestantes. Já para Francieli, o estudo deixa uma mensagem clara: um pré-natal de qualidade vai muito além do cumprimento de protocolos. Ele nasce da confiança, do acolhimento, da escuta e da integração entre profissionais e serviços, fortalecendo o cuidado humanizado e o próprio SUS.