Planejamento pastoral e questões sociais orientam a Diocese de Erexim em 2026

Assembleia diocesana, transferências do clero, campanha da fraternidade e ano eleitoral estão entre as pautas comentadas por Dom Adimir Antonio Mazali

Por Najaska Martins /Diocese de Erexim Publicado em 28/01/2026 08:33 - Atualizado em 28/01/2026 08:34

O ano de 2026 deve ser marcado por decisões importantes e por um processo de escuta e planejamento na Diocese de Erexim. Conforme o bispo, Dom Adimir Antonio Mazali, a principal expectativa está na realização da Assembleia Diocesana, que acontece nos dias 31 de julho e 1º de agosto. O encontro definirá o 15º Plano de Ação Pastoral da Diocese, a partir da avaliação das comunidades e dos desafios locais. “A grande expectativa deste ano na nossa diocese é a nossa Assembleia Diocesana, que vai preparar o nosso plano de ação pastoral, com prioridades e respostas aos desafios da nossa igreja local”, afirmou.

Segundo ele, o planejamento diocesano estará alinhado às novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, que serão aprovadas durante a Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em abril, em Aparecida. “Nós precisamos seguir o nacional, o regional e depois o diocesano. A nossa assembleia vai traduzir aquilo que a Igreja do Brasil apresenta para a realidade da Diocese de Erechim”, explicou. O bispo ressaltou que esse processo busca responder às necessidades concretas das comunidades, respeitando o contexto social e pastoral da região.

Outro destaque para 2026 é a Campanha da Fraternidade, que tem como tema “Fraternidade e Moradia” e o lema “Ele veio morar entre nós”. A proposta convida à reflexão sobre a moradia digna, um desafio ainda presente no país. “A Campanha da Fraternidade é um tempo especial de reflexão, conversão e preparação para a Páscoa, e ajuda a discutir temas pertinentes ao nosso contexto social. Sabemos da defasagem de moradia que existe no Brasil e da situação de vulnerabilidade de muitas pessoas”, pontuou Dom Adimir. Ele lembrou que o engajamento das comunidades pode acontecer tanto pela reflexão e oração quanto por ações concretas e pela coleta solidária realizada no Domingo de Ramos.

Ao abordar o ano eleitoral, Dom Adimir reforçou a orientação da Igreja para o respeito às diferentes posições políticas e para a preservação da unidade nas comunidades. “A polarização tem atrapalhado muito a convivência entre as pessoas. Cada um tem a sua opção, e o que deve nortear o relacionamento é o respeito”, afirmou. Segundo ele, a Igreja não faz campanha política e orienta os fiéis a decidirem a partir da própria consciência, prezando pelo diálogo e pela convivência fraterna.

O bispo diocesano também comentou sobre as transferências no clero. Conforme Dom Adimir, as mudanças ocorrem conforme as necessidades pastorais e a realidade das comunidades. Em 2026, foram oito transferências. “Isso renova, traz novas ideias e responde aos desafios do momento. É bom para o padre e para a comunidade”, resumiu o bispo.

Por fim, Dom Adimir falou sobre a importância da fé diante dos desafios da saúde mental, tema lembrado no Janeiro Branco. Para ele, a fé alimenta a esperança e ajuda no enfrentamento das dificuldades, sem substituir o esforço pessoal e o cuidado humano. “A fé nos move ao encontro da esperança. A ciência já provou que a fé ajuda na recuperação, mas é preciso também fazer a nossa parte, valorizar as coisas boas da vida e buscar ajuda quando necessário”, afirmou.

Ao encerrar, Dom Adimir deixou uma mensagem de esperança para o ano que se inicia. “Desejo que seja um ano de construção de novas perspectivas. Dificuldades sempre existirão, mas não podemos perder a esperança e o empenho. Deus continua realizando maravilhas em nossa vida, e precisamos reconhecê-las no caminhar de cada dia”, concluiu.