Planos de saúde coletivos têm reajuste médio de 9,9% em 2026

Apesar de ser o menor aumento dos últimos cinco anos, o índice ainda supera em mais do que o dobro a inflação oficial do período.

Por Redação/Agência Brasil Publicado em 10/05/2026 20:25 - Atualizado em 10/05/2026 21:05

Os planos de saúde coletivos registraram reajuste anual médio de 9,9% nos dois primeiros meses de 2026, segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Apesar de ser o menor aumento dos últimos cinco anos, o índice ainda supera em mais do que o dobro a inflação oficial do período. A última vez que os reajustes ficaram abaixo desse patamar foi em 2021, quando a alta média foi de 6,43%.

Em 2021, ano de pandemia de covid-19, os planos subiram menos porque o isolamento social levou à redução na realização de consultas, exames e cirurgias eletivas (não urgentes).

Enquanto a inflação oficial medida pelo IPCA ficou em 3,81% em fevereiro de 2026, os reajustes dos planos de saúde coletivos superaram esse índice. O Idec critica aumentos acima da inflação, mas a ANS afirma que o cálculo considera fatores como custos dos serviços de saúde e frequência de uso dos planos. Nos dois primeiros meses do ano, planos coletivos com 30 ou mais beneficiários tiveram reajuste médio de 8,71%, enquanto os com até 29 clientes subiram 13,48%. Atualmente, 84% dos contratos de planos de saúde no Brasil são coletivos. Em 2025, o setor faturou R$ 391,6 bilhões e registrou lucro líquido recorde de R$ 24,4 bilhões.