Projeto quer limitar Seleção Brasileira a atletas que atuam no país e proibir patrocínios de bets no esporte
Proposta apresentada na Câmara dos Deputados prevê que jogadores e integrantes da comissão técnica das seleções nacionais tenham vínculo com clubes brasileiros e veta publicidade de casas de apostas em entidades esportivas.
O debate sobre os rumos do futebol brasileiro ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (9). O deputado federal Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR) protocolou na Câmara dos Deputados um projeto de lei que propõe mudanças profundas na formação das Seleções Brasileiras e no financiamento do esporte nacional.
A proposta determina que as seleções masculina, feminina e de base sejam formadas exclusivamente por atletas brasileiros que atuem em clubes sediados no Brasil e participantes de competições oficiais realizadas no país. Caso seja aprovada, a medida deixará de fora jogadores que atualmente defendem equipes do exterior, mesmo que sejam destaques internacionais.
O projeto também estabelece que toda a comissão técnica das seleções nacionais — incluindo treinador, auxiliares, preparadores físicos e demais profissionais — seja composta por brasileiros com vínculo profissional junto a clubes ou entidades esportivas do país.

A iniciativa surge em um momento de forte repercussão no cenário esportivo, poucos dias após a eliminação da Seleção Brasileira da Copa do Mundo de 2026. Atualmente, a equipe é comandada pelo técnico italiano Carlo Ancelotti, contratado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) com vínculo até a Copa do Mundo de 2030.
Além das mudanças relacionadas às convocações, o texto também propõe o fim dos patrocínios de casas de apostas no esporte brasileiro. A proibição alcançaria clubes, federações, entidades esportivas e eventos, impedindo a exposição de marcas de apostas em uniformes, estádios, centros de treinamento, transmissões, entrevistas, redes sociais e demais espaços ligados ao esporte.
Segundo o autor da proposta, a medida busca fortalecer o futebol nacional, valorizar os profissionais que atuam no país e reduzir a influência crescente das empresas de apostas no ambiente esportivo.
O projeto ainda está no início de sua tramitação. Nos próximos passos, o texto será encaminhado para análise das comissões temáticas da Câmara dos Deputados. Se aprovado, seguirá para votação e, posteriormente, para apreciação do Senado Federal.
A proposta promete gerar amplo debate entre dirigentes, atletas, torcedores e especialistas, já que pode alterar significativamente a forma como as Seleções Brasileiras são formadas e como o esporte é financiado no país.