SAÚDE MENTAL

Projeto Rota Amarela leva usuários do CAPS II Renascer a passeios terapêuticos por Erechim

Iniciativa desenvolvida por estagiários de Psicologia da URI Erechim usa espaços da cidade para estimular convivência, autonomia, vínculos e participação social.

Por Redação AU/Assessoria Publicado em há 6 horas

O cuidado em saúde mental ganhou um novo espaço em Erechim: a própria cidade. O CAPS II Renascer começou a desenvolver o projeto Rota Amarela, uma iniciativa elaborada por estagiários do curso de Psicologia da URI Erechim em conjunto com o serviço.

Fotos: Secom/PME

A proposta é simples, mas vai além de um passeio. Os participantes seguem um cronograma de visitas a diferentes locais do município, combinando as saídas com momentos de conversa, reflexão, integração e atividades coletivas.

Iniciativa desenvolvida por estagiários de Psicologia da URI Erechim junto ao CAPS II Renascer

A ideia é proporcionar novas experiências fora do ambiente institucional e estimular os usuários a ocuparem os espaços da comunidade. Cada percurso é pensado como uma oportunidade para fortalecer vínculos, ampliar a autonomia e trabalhar o sentimento de pertencimento.

Para o secretário municipal de Saúde, Vianei Mueller, ações desse tipo ajudam a ampliar a forma de pensar o atendimento em saúde mental. “O cuidado em saúde mental precisa considerar a pessoa de forma integral e também sua relação com a comunidade. O Rota Amarela amplia esse olhar ao possibilitar que os usuários do CAPS vivenciem novos espaços, fortaleçam vínculos e desenvolvam autonomia”, afirma.

Experiências que ficam

O projeto também prevê o registro das experiências vividas durante os passeios. Produções, lembranças e impressões dos participantes são reunidas coletivamente depois de cada atividade.

Dessa forma, os encontros não terminam quando o grupo retorna ao CAPS. As experiências passam a fazer parte de uma construção coletiva, dando novos significados aos lugares visitados e às relações estabelecidas durante o percurso.

O Rota Amarela trabalha, assim, com a ideia de que a cidade também pode fazer parte do processo de cuidado. Praças, espaços culturais, pontos de convivência e outros locais de Erechim passam a ser vistos não apenas como lugares de passagem, mas como ambientes onde é possível criar vínculos, compartilhar experiências e exercer a participação social.

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