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Saúde
CÉLULAS-TRONCO | Realizada primeira coleta de dente de leite para armazenamento de células-tronco em Erechim
As células-tronco encontradas nos dentes de leite tem alto potencial de multiplicação e excelente qualidade
Assessoria
por  Assessoria
10/12/2019 14:58 – atualizado há 1 mês
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A cirurgiã-dentista, Renata Zanette, realizou, no mês de novembro, a primeira coleta de dente de leite, para armazenamento de células tronco, na cidade de Erechim.

As células-tronco encontradas nos dentes de leite tem alto potencial de multiplicação e excelente qualidade, e, diferentemente, das células encontradas no cordão umbilical, que só podem ser utilizadas para doenças sanguíneas, as células dentárias, são formadoras de tecidos e possuem capacidade de se transformar em músculo, cartilagem, gordura, pele, osso, células do fígado, células dos dentes e dos tecidos nervoso e cardíaco.

Dentre as razões para se utilizar os dentes de leite para armazenamento das células-tronco, a Dra. Renata cita sua versatilidade, o fato de que dentes de leite são naturalmente perdidos e substituídos, além de ser o método menos invasivo comparado com outras fontes de escolha.

Em meios as terapias já realizadas ou em fase final de teste, com a utilização de células-tronco, tem-se a reconstrução óssea em fissura labiopalatina, o enxerto em queimaduras de terceiro grau, a regeneração da córnea, e a regeneração de lesões ósseas. Ainda, pesquisas em andamento, para regeneração cardíaca, diabetes, tratamento do câncer, mal de Parkinson, lesão de medula, e terapias para compreensão de autismo e Alzheimer.

Dra Renata, que é especialista em Odontopediatria e Ortodontia, ressalta ainda que os dentes de leite que caíram em casa não servem para esse fim, pois, como qualquer outro órgão do nosso corpo, ao ficarem sem irrigação de sangue, as células acabam morrendo. 

Desta forma, a remoção do dente de leite deve ser feita em consultório, por profissional habilitado, e posteriormente,armazenado em laboratórios especializados.

Segundo Renata, o procedimento de extração do dente de leite para esse fim, é exatamente igual a extração normal. Para a criança, é um procedimento simples, feito no consultório mesmo e não exige cuidados específicos após o procedimento.

O método de armazenamento das células-tronco é o de criopreservação, onde as células são multiplicadas em laboratório e armazenadas em tanques de nitrogênio, para serem descongeladas, no futuro, em caso de necessidade.


     
   Pronto para o transporte aéreo

Kit sendo preparado para o envio 


A melhor idade para fazer a coleta dessas células é no período de troca da dentição, entre 6 e 12 anos de idade, aproximadamente. Porém, entre 5 e 9 anos de idade sabe-se que há maior qualidade e disponibilidade de células-tronco. A criança passa por exames radiográficos para determinar qual o melhor dente a ser extraído, pois é necessário um resíduo mínimo de raiz, concomitante com a época correta da vinda do dente permanente sucessor. 

 
   Betina Mozeleski, logo após a remoção do dentinho

A ciência médica há muito tempo sinaliza que o uso das próprias células-tronco, em tratamentos futuros, minimiza o risco de rejeição pelo organismo. Sendo assim, é cada vez maior o número de pais interessados em armazenar as células-tronco dos seus filhos, muitos, na esperança de novas descobertas de tratamento e/ou cura para doenças.

Dra. Renata finaliza nos contando que se emociona ao ver a Odontologia em constante evolução, e contribuindo, consideravelmente, para um futuro com muito mais segurança e qualidade de vida para as crianças de hoje, adultos e idosos de amanhã.”

Foto: Divulgação

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