MONITORAMENTO CLIMÁTICO
Rio Grande do Sul se torna o primeiro estado do Brasil totalmente coberto por monitoramento climático
Com 98 estações meteorológicas automáticas em operação, Estado amplia prevenção a desastres e fortalece agricultura e Defesa Civil. Na região do Alto Uruguai somente duas cidades tem instalado esse equipamento.
Dois anos após as enchentes históricas que devastaram municípios gaúchos, o Rio Grande do Sul passou a contar com a maior cobertura de monitoramento climático do país. Com a instalação de novas estações meteorológicas automáticas do Inmet, o Estado atingiu a marca de 98 equipamentos em operação, tornando-se o primeiro do Brasil totalmente coberto por sistemas de monitoramento, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária.
Na região da AMAU somente dois municípios contam com estações meteorológicas automáticas do Inmet. Os equipamentos estão instalados em Barão de Cotegipe e Getúlio Vargas. Em Erechim tem somente pluviômetros automáticos do Cemaden. São quatro ao total, mas somente um está funcionando.
O anúncio foi feito pelo ministro André de Paula durante cerimônia realizada em Porto Alegre na quinta-feira (7). O evento marcou os dois anos das ações de reconstrução após as enchentes de 2024 e reuniu autoridades para apresentar balanços e autorizar novas obras financiadas pelo Governo Federal.
De acordo com o ministro, a ampliação da rede meteorológica fortalece a capacidade de previsão do tempo e de emissão de alertas antecipados para eventos extremos, como chuvas intensas, enchentes e estiagens. A medida também reforça o trabalho da Defesa Civil e contribui diretamente para a prevenção de desastres naturais no Estado.

Além da proteção à população, o sistema beneficia o agronegócio gaúcho. A expansão do monitoramento climático auxilia produtores rurais no planejamento do plantio, irrigação e manejo das culturas. André de Paula também destacou ações do Programa Nacional de Modernização e Apoio à Produção Agrícola (Promaq), que já entregou cerca de 500 máquinas ao Rio Grande do Sul para recuperação da capacidade produtiva em áreas afetadas por eventos climáticos extremos.
Durante o evento, o Governo Federal apresentou um balanço das ações realizadas desde as enchentes. Segundo os dados divulgados, mais de R$ 89 bilhões foram destinados ao Estado e aos municípios gaúchos, com 94% dos recursos já executados. Os investimentos contemplam áreas como habitação, infraestrutura, saúde, educação, assistência social e prevenção de desastres.
Entre as principais iniciativas está o Fundo de Apoio à Infraestrutura para Recuperação e Adaptação a Eventos Climáticos Extremos (FIRECE), criado em dezembro de 2024 e responsável pela destinação de R$ 6,5 bilhões para obras estruturantes de prevenção contra cheias e desastres climáticos.
O evento também autorizou o início de novas obras em mais de dez municípios gaúchos. Na área habitacional, mais de mil unidades do programa Minha Casa, Minha Vida tiveram início autorizado, incluindo moradias para famílias atingidas pelas enchentes. Também foram anunciadas obras de urbanização, saneamento e regularização fundiária em cidades como São Leopoldo, Pinhal e Caxias do Sul.