RS recebe mais 536 mil doses da vacina contra a gripe em meio ao aumento de internações e mortes
Estado já registra 782 hospitalizações e 57 óbitos por influenza em 2026; autoridades reforçam apelo para que grupos prioritários procurem a vacinação o quanto antes.
O Rio Grande do Sul se prepara para reforçar a proteção da população contra a gripe em um momento de alerta para o aumento das internações e mortes causadas pela doença. Na próxima quarta-feira (27), o Estado receberá um novo lote com 536 mil doses da vacina contra a influenza, enviadas pelo Ministério da Saúde, ampliando a capacidade de imunização em todas as regiões gaúchas.
Assim que as doses chegarem à Secretaria Estadual da Saúde, elas serão distribuídas às coordenadorias regionais e encaminhadas rapidamente aos municípios, garantindo mais agilidade no acesso da população à vacinação.

Com o novo envio, o Rio Grande do Sul alcançará cerca de 3,4 milhões de doses recebidas em 2026. A expectativa é que, até o fim da campanha, o Estado receba aproximadamente 5,2 milhões de vacinas para atender os grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde.
Desde o início da campanha, em março, aproximadamente dois milhões de gaúchos já buscaram proteção contra a gripe. Ainda assim, os índices de cobertura vacinal seguem abaixo da meta, especialmente entre crianças e idosos — justamente os públicos mais vulneráveis às complicações da doença.
Atualmente, a cobertura vacinal no Estado é de:
• 45,2% entre idosos com 60 anos ou mais
• 23,5% entre crianças de seis meses a menores de seis anos
• 43,2% entre gestantes
• 41% no total dos grupos prioritários
A meta é atingir 90% de vacinação nesses públicos.
Os números mais recentes reforçam o alerta das autoridades de saúde. Somente em 2026, o Rio Grande do Sul já registrou 782 internações por síndrome respiratória aguda grave causada pelos vírus da influenza. Desses casos, quase 70% envolveram crianças pequenas e idosos.
Entre as 57 mortes confirmadas por gripe neste ano, mais de 82% foram de pessoas com 60 anos ou mais.
Mas o dado que mais chama atenção mostra, na prática, o poder da vacina:
Das 782 pessoas hospitalizadas, apenas duas haviam se vacinado nesta temporada. Entre os 57 óbitos registrados, nenhuma das vítimas estava imunizada.
A Secretaria Estadual da Saúde reforça que a vacina continua sendo a forma mais eficaz de evitar complicações graves, internações e mortes causadas pela gripe. Além da proteção individual, a imunização ajuda a reduzir a circulação do vírus e proteger toda a comunidade.
Por isso, o apelo é claro: quem faz parte dos grupos prioritários deve procurar a unidade de saúde mais próxima e garantir a vacinação o quanto antes. Em muitos casos, uma simples dose pode representar a diferença entre uma gripe leve e uma internação grave.
Quem pode se vacinar
Relação dos grupos prioritários e suas estimativas populacionais no Estado:
- Crianças a partir de seis meses e menores de seis anos: 662.692
- Gestantes: 84.055
- Puérperas: 13.812
- Idosos com 60 anos ou mais: 2.380.658
- Povos indígenas: 40.704
- Quilombolas: 17.552
- Pessoas em situação de rua: 4.128
- Trabalhadores da saúde: 453.064
- Professores dos ensinos básico e superior: 153.385
- Profissionais das forças de segurança e salvamento: 28.178
- Profissionais das Forças Armadas: 38.899
- Pessoas com deficiência permanente: 464.668
- Caminhoneiros: 128.564
- Trabalhadores do transporte coletivo: 29.034
- Trabalhadores portuários: 4.051
- Trabalhadores dos Correios: 5.347
- População privada de liberdade e trabalhadores do sistema prisional: 41.693
- Pessoas com doenças crônicas: 665.072