SAUMA abre debate sobre mudanças climáticas e a construção de cidades mais preparadas para o futuro

Evento reúne especialistas, autoridades e comunidade em Erechim para discutir prevenção, informação qualificada e estratégias de adaptação diante dos impactos cada vez mais presentes das mudanças climáticas.

Por Redação/Ascom URI Publicado em há 5 horas

Diante dos desafios cada vez mais evidentes impostos pelas mudanças climáticas, Erechim deu início a uma importante mobilização em defesa do meio ambiente e da construção de territórios mais resilientes. Na noite desta segunda-feira (8), a URI Erechim sediou a abertura da XXXIII Semana do Alto Uruguai do Meio Ambiente (SAUMA) e do VI Seminário Municipal do Meio Ambiente, reunindo especialistas, autoridades, educadores e a comunidade para debater caminhos capazes de transformar conhecimento em ação.

Promovido em parceria entre a URI Erechim, o Conselho Municipal de Proteção ao Meio Ambiente (COMPAM), a Prefeitura de Erechim, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, e a 15ª Coordenadoria Regional de Educação, o evento reforçou a urgência de discutir soluções concretas para enfrentar os impactos ambientais que já fazem parte da realidade das cidades.

Durante a abertura, o diretor acadêmico da URI Erechim, Adilson Luís Stankiewicz, destacou a necessidade de ampliar o debate e fortalecer iniciativas capazes de responder aos desafios gerados pelas mudanças climáticas e pelos eventos extremos, que têm provocado consequências cada vez mais significativas para a sociedade.

O secretário municipal de Meio Ambiente, Cristiano Moreira, ressaltou que a pauta ambiental deixou de ser uma discussão voltada apenas ao futuro e passou a exigir decisões e ações imediatas. Segundo ele, os impactos recentes demonstram o alto preço que a sociedade pode pagar quando temas ligados à preservação ambiental, planejamento e sustentabilidade não recebem a devida atenção.

A coordenadora do evento, Sônia Balvedi Zakrzevski, explicou que a edição deste ano tem como foco a prevenção e a preparação dos territórios diante dos efeitos das mudanças climáticas. Para ela, discutir o tema significa falar sobre cuidado com as pessoas, responsabilidade coletiva e o direito de todos viverem em comunidades mais seguras, preparadas e resilientes.

A programação também contou com a participação da pesquisadora Renata Gracie Carrijo, da Fiocruz, que trouxe dados que reforçam a dimensão humana da crise climática. Segundo ela, embora as mudanças climáticas sejam um fenômeno global, seus impactos são sentidos diretamente nas comunidades e atingem de forma mais intensa as populações mais vulneráveis.

A pesquisadora destacou que um levantamento realizado no Brasil identificou mais de 48 mil mortes relacionadas a fenômenos climáticos entre os anos de 2000 e 2018. Os dados mostram que os maiores impactos recaem sobre pessoas em situação de maior vulnerabilidade social, evidenciando que as mudanças climáticas também representam um desafio de justiça social e proteção à vida.

Renata também chamou atenção para a importância do acesso à informação de qualidade. Em um cenário marcado pela circulação de informações falsas e interpretações equivocadas, ela reforçou que ampliar a divulgação de conhecimento científico confiável é uma das principais ferramentas para fortalecer a conscientização, a prevenção e a tomada de decisões capazes de proteger a população.

Mais do que um espaço de debate, a SAUMA se consolida como um convite à reflexão e à ação. Afinal, discutir mudanças climáticas é discutir o futuro das cidades, a proteção das pessoas e a construção de um ambiente mais seguro para as próximas gerações.