PREVENÇÃO AO GRANIZO

Sicredi investe R$ 8 milhões em sistema antigranizo; municípios podem aderir ao projeto

Projeto prevê 160 geradores terrestres para reduzir impactos das tempestades no RS; prefeituras interessadas têm até 3 de novembro para se habilitar

Por Redação AU Publicado em há 5 horas

Um investimento conjunto de quatro cooperativas do Sicredi vai colocar 160 equipamentos antigranizo à disposição de regiões produtoras do Rio Grande do Sul. Sicredi Serrana, Pioneira, Região dos Vales e Ibiraiaras destinaram R$ 8 milhões para a aquisição dos geradores, que serão doados ao projeto estadual voltado principalmente à proteção de áreas de vitivinicultura, fruticultura e hortifrúti.

Os municípios interessados em receber o sistema precisam se habilitar. O edital está disponível por meio da Secretaria Estadual da Agricultura (Seapi) e o prazo termina em 3 de novembro. Depois das inscrições, haverá análise das cidades, homologação dos recursos e definição da logística de implantação.

Como funciona o sistema

Os equipamentos ficam instalados em terra e entram em operação quando as condições meteorológicas indicam possibilidade de formação de granizo. A tecnologia utiliza a dispersão de iodeto de prata na atmosfera, buscando interferir no processo de formação das pedras de gelo e, com isso, reduzir seu tamanho e os danos provocados pelas tempestades.

A tecnologia é de origem francesa e os equipamentos serão fabricados no Brasil pela AGF (Anti-Granizo Fraiburgo Ltda.). A implantação será conduzida por meio do Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do RS (Consevitis).

O projeto também terá R$ 3,1 milhões do Fundovitis. Governo do Estado e prefeituras participantes ficarão responsáveis por contrapartidas operacionais e pelo custeio da manutenção. Conforme o planejamento apresentado, esses recursos poderão alcançar R$ 15,5 milhões ao longo de cinco anos, com repasses a partir de 2027.

Para o diretor de Negócios da Sicredi Serrana, Odair Dalagasperina, a iniciativa amplia a capacidade de prevenção diante de um fenômeno que provoca prejuízos não apenas às propriedades rurais, mas também a empresas, famílias e comunidades.

A implantação do sistema ganha relevância em um período no qual tempestades de granizo têm causado sucessivos prejuízos em diferentes regiões gaúchas. A proposta não elimina a possibilidade de ocorrência do fenômeno, mas busca reduzir a dimensão das pedras e, consequentemente, os danos provocados no campo e nas áreas atendidas.

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