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BEATIFICAÇÃO | Vaticano sinaliza processo de abertura de processo de beatificação de Padre Léo em SC
Missa em março de 2020 vai dar início ao processo de beatificação de Padre Léo, morto em 2007 e famoso pelo trabalho com dependentes químicos em Brusque e São João Batista
Redação
por  Redação
09/12/2019 12:12 – atualizado há 18 dias
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O Vaticano deu sinal verde para a abertura de processo de beatificação do padre Léo Tarcísio Gonçalves Pereira. O aval concedido por Roma foi confirmado na tarde deste domingo, junto com a data da missa que vai marcar o início do processo na Igreja Católica.

Uma celebração em 7 de março de 2020, comandada pelo arcebispo de Florianópolis, Dom Wilson Tadeu Jönck, e realizada na Comunidade Bethânia, em São João Batista, vai marcar o início dos trabalhos de beatificação de Padre Léo.

O sacerdote nasceu em Minas Gerais, mas se destacou pelo trabalho com dependentes químicos que teve origem com a Comunidade Bethânia, criada por Padre Léo quando ele trabalhava em Brusque, no Vale do Itajaí.

A primeira unidade, em São João Batista, hoje atende 40 pessoas em tratamento contra a dependência químicas. Outras sete unidades do programa foram criadas em outros Estados do país.

Na prática, a missa que vai marcar a abertura do processo de beatificação transforma padre Léo no que a Igreja Católica define como “servo de Deus”. A partir desta celebração, inicia-se o processo de investigação da vida e das virtudes do sacerdote para transformá-lo em beato. A canonização é a etapa final deste processo, capaz de conceder o título de santo, como ocorreu em outubro deste ano com a brasileira Irmã Dulce.

Padre Léo também era comunicador da rede Canção Nova. A autorização do processo de beatificação vem pouco mais de 12 anos depois da morte do sacerdote, que morreu em 4 de janeiro de 2007, vítima de infecção generalizada por causa de um câncer no sistema linfático.

Caso de Padre Léo se juntaria ao de Santa Paulina

Se confirmado o processo de beatificação, Padre Léo se junta a uma restrita lista de figuras religiosas que passaram por Santa Catarina e mais tarde foram beatificadas ou até canonizadas.

O caso mais famoso é o de Santa Paulina, beatificada em 1991 e tornada santa em 2002, com a canonização feita pelo Papa João Paulo II.

Além dela, há também o caso de frei Bruno Linden, que atuou em cidades como Joaçaba, no Meio Oeste, e que também passa por um processo de beatificação no Vaticano.

Sobre Padre Léo

O padre Léo Tarcísio Gonçalves Pereira nasceu em 9 de outubro de 1961, em Delfim Moreira (MG). Segundo informações do portal da Comunidade Canção Nova, entrou no seminário em 1982 e foi ordenado sacerdote em 1990, pela Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus. Atuou na formação de novos religiosos e sacerdotes e também na área da educação.

A Comunidade Bethânia, fundada em 1995 em São João Batista, tornou-se seu principal legado. O grupo atua na recuperação de dependentes químicos pautado na espiritualidade.

Padre Léo tornou-se conhecido no país pelo trabalho na chamada Renovação Carismática Católica, com pregação por exemplo na Comunidade Canção Nova. A simplicidade e a irreverência costumavam ser a marca das manifestações do sacerdote, que morreu em 2007.

Colaborou: NSC

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